Pois é, mes amis, a VDL não dorme em serviço! Em Julho Agosto estará a filmar uma média metragem mais ou menos séria, baseada no conto "Encontramo-nos onde nos encontramos sempre" de F. Pessanha. (cf. PenetrArte nº1). E não, não haverá momentos verdes completamente despropositados! (eu sei, eu sei..., mas tenho de crescer algum dia, não é?)
Estamos agora em fase de pré-produção - definição de planos e outras niquices - e casting. Já temos um preferido para o papel masculino principal, falta-nos agora uma cabra e uma ingénua pra contracenar com ele. Por isso, não hesitem, deixem um post se quiserem participar no casting e depois lhes darei futuras informações. E sim, é ridículo anunciar o casting no meu blog, que é visto apenas por quatro pessoas em todo o mundo e universo web. Podem-se rir.
Dos mais recentes lançamentos VDL, destaca-se a colaboração na curta "8ito e nov9", "las ranzitas" (versão poliglota), "Late Night in the TAGV by Raquel Casqueira", um must see do filme noir (e está aqui uma grande piada que irá passar despercebida a três visitantes do blog...) e, finalmente, a piece d'oeuvre dos filmes obsessivos, bastante verde aliás, com laivos de amarelo em alguns momentos, o primeiro filme interactivo na longa vida da VDL (a trabalhar desde o início de 2005), o "Trabalho de Sociologia incrivelmente chato e com vírus", uma produção de cariz mais ou menos independente.
Em termos de desenvolvimentos técnicos, a VDL anuncia que já descobriu como porra se passa de um projecto de Movie Maker para DVD, e a aquisição de um programa para fazer menus de DVD pipis, verdes e com links em forma de coração (entre outras interessantes funcionalidades).
Além da média metragem decente (ou não...), podem esperar no futuro o filme "Chove em Portugal" (mais uma private joke para a Raquel...), um brilhante documentário sobre um guitarrista descoberto pela VDL secção Looking for Babes no aniversario da Sexão de Fados (ih, isto escrito parece ainda pior!)
Bem, dátes óle fore tudei, quipe xéquingue!
quinta-feira, junho 30, 2005
Problemas com o Home Cinema
Acho que ando a ver filmes a mais.
Ontem tive um sonho em 16:9 e com som surround...
Ontem tive um sonho em 16:9 e com som surround...
terça-feira, junho 21, 2005
Isto é o que dá andar a escrever scripts às 4 da manhã...
Frase do dia (aliás, expressão):
Poça de náusea fumegante.
A sério, se o Shakespeare fosse vivo ia adorar isto. Na próxima sessão espírita não me posso esquecer de lhe dizer.
Poça de náusea fumegante.
A sério, se o Shakespeare fosse vivo ia adorar isto. Na próxima sessão espírita não me posso esquecer de lhe dizer.
terça-feira, junho 07, 2005
O carro dos meus sonhos
quarta-feira, maio 25, 2005
Homenagem a Rute Oliveira
O momento mais baixo do blog
Problems with the Law
Uma imagem da nova produção VDL Movies...
terça-feira, maio 03, 2005
Artists only
I'm painting, I'm painting again.
I'm painting, I'm painting again.
I'm cleaning, I'm cleaning again.
I'm cleaning, I'm cleaning my brain.
Pretty soon now, I will be bitter.
Pretty soon now, will be a quitter.
Pretty soon now, I will be bitter.
You can't see it 'til it's finished
I don't have to prove...that I am creative!
I dont' have to prove...that I am creative!
All my pictures are confused
And now I'm going to take me to you.
Talking Heads, More Songs about Buildings and Food
Talhistas retalhistas finalmente montado
A famosa curta "Os talhistas retalhistas que faziam tostas mistas" chegou hoje às 3.04 manhã à sua forma final (pelo menos aquela que pensamos que vai ser a sua forma final). Os críticos que já tiveram o prazer de a ver (até agora apenas dois, e, que coincidência!!!, as suas montadoras), dizem que o momento alto deste novo filme VDL é, mais uma vez, a ficha técnica. "Eles sabem, sem dúvida, com fazer a coisa", disse um deles, há coisa de 5 minutos atrás, para o rato do Tsunami, "Quando pensamos que já vimos tudo em matéria de fichas técnicas, eles, trás!, vêem com algo completamente diferente." Neste filme convém também notar a belíssima banda sonora de nomes tão conceituados como a empresa Maxis, Beethoven e Talking Heads, tendo a já tão famosa e possível candidata a óscar ficha técnica um momento dos 80s, 70s ou 90s (parece que a maldita música existe já desde o tempo do nosso bom Afonsinho Henriques). A VDL Movies apresenta aqui também pela primeira vez a sua... coisa... de apresentação (estão a ver as letras do 20th Fox Century, o cavalo da Miramax e o mundo no espaço da Universal? Aquilo que vocês vêem antes do filme propriamente dito? Isso!)
Infelizmene, o filme não será posto na Net, porque ele está sujeito a leis de copyright bastante severas e eu não faço a mínima ideia como é que se pode pôr vídeo no blog (anyone?).
De fontes mais ou menos seguras mas extremamente preguiçosas - e ainda mais que se aproxima A Queima -, a VDL está neste momento a preparar mais dois trabalhos: um, a montagem de uma visita de estudo dos estudos queirosianos, que provavelmente terá duas versões - a oficial e uma pirata com ligeiras alterações (mas que farão toda a diferença...); e uma curta-metragem de 3 minutos, com planos fixos de 15', que irá passar do storyboard para os pixels da câmara na próxima semana, com a participação de futuros actores profissionais a sério.
Acho que é tudo, de notícias da VDL.
Quip xéquingue fóre de ViDiÉle, de muvies dáte maique iou slipe.
Infelizmene, o filme não será posto na Net, porque ele está sujeito a leis de copyright bastante severas e eu não faço a mínima ideia como é que se pode pôr vídeo no blog (anyone?).
De fontes mais ou menos seguras mas extremamente preguiçosas - e ainda mais que se aproxima A Queima -, a VDL está neste momento a preparar mais dois trabalhos: um, a montagem de uma visita de estudo dos estudos queirosianos, que provavelmente terá duas versões - a oficial e uma pirata com ligeiras alterações (mas que farão toda a diferença...); e uma curta-metragem de 3 minutos, com planos fixos de 15', que irá passar do storyboard para os pixels da câmara na próxima semana, com a participação de futuros actores profissionais a sério.
Acho que é tudo, de notícias da VDL.
Quip xéquingue fóre de ViDiÉle, de muvies dáte maique iou slipe.
sexta-feira, abril 29, 2005
Lançamento da PenetrArte
Mes amis (vocês não estão fartos que eu vos chame isto? Eu estou..), é já no fantástico dia 4 de Maio, sim, ouviram bem, 4 de Maio, que o nº 1 da revista de Estudos Artísticos PenetrArte vai ser lançada! Tcharam! Por iss, caros leitores virtuais, e eu sei que não são mais que quatro, peguem em vocês e participem neste inacreditável e surreal evento, nas instalações do CITAC (AAC, 1º piso)!
14.30 - Apresentação da revista
15.00 - Debate -"Que vanguarda hoje?", com a participação confirmada do Dr. Pedrosa
17.oo - Visionamento do filme "As Bodas de Deus" de César Monteiro
23.00 - Performance poética: Bruno Neiva a recitar poemas de João Rios e originais, Sara Galvão no saxofone.
Estão todos convidados a aparecer! (não, não se paga nada)
14.30 - Apresentação da revista
15.00 - Debate -"Que vanguarda hoje?", com a participação confirmada do Dr. Pedrosa
17.oo - Visionamento do filme "As Bodas de Deus" de César Monteiro
23.00 - Performance poética: Bruno Neiva a recitar poemas de João Rios e originais, Sara Galvão no saxofone.
Estão todos convidados a aparecer! (não, não se paga nada)
Dissertações após (mais) uma desilusão amorosa e um chocolate quente
Pronto, mais uma vez a mais que frustrada LS falha o alvo amoroso, i.e., dá o tiro ao lado, kaput, balde de água fria, gélida, capaz de provocar hipotermia, etc., etc., etc. mais uma vez o fado imutável e cruel a atirou para a paixão impossible, o velho amor platónico idiota, a hipótese zero de procurar um pouco de enfadonha, quotidiana e mais que muito desejada vida amorosa normal, i.e., com alguém fisicamente ao lado. Será que LS ainda não percebeu que está condenada a uma vida solteirona e libresca, onde a suas únicas companhias masculinas que lhe proporcionem um pouco de mimo serão sempre não humanas e com quatro patas, onde passará os serões na sua casa terrivelmente vazia a enfardar chocolates no seu mega sofá, enquanto vê o people and arts e lê um qualquer livro em inglês sobre as perversões sexuais de uma qualquer personagem histórica? LS tem de se conformar com o que o destino faz questão de mostrar a cada novo momento que será o seu futuro ad eternum, infinitum e mais além. Ela já devia ter tomado consciência que, vá para onde vá, goste de quem gostar, aquele que mais quer não será seu e aquele que mais odeia irá fazer questão de a perseguir de uma maneira obsessiva. Que mal fez ela para merecer isto, além de ter nascido sem consentimento e por acidente, destruindo vidas enquanto descia o canal de parto, acabado com futuros promissores enquanto aprendia a andar e falar, e bem que se podia ter dispensado esta última aprendizagem. Afinal, LS nada mais é do que uma dramaturga falhada, uma actriz frustrada, uma amiga da onça, uma filha inconsciente e louca, enfim, LS resigna-se a ser considerada uma obra de arte da natureza, mas faz questão de frisar que é arte completamente má, incompleta e anónima (quase). Porque isto de ser LS já satura um bocado. Sempre à espera que o futuro venha, não consegue aguentar a ânsia para que esse futuro se torne num passado. E mesmo carpendo (ou carpindo?) os diem, haverá sempre uma força superior que congrega todas as forças do universo para que os seus modestos desígnios diários, nem que sejam apenas comer um bom crispante, sejam terrivelmente falhados, e sempre de longe. No fundo, no fundo, o que LS não quer confessar é que, por trás de tanta emancipação, procura da diferença e desejo de superação, algo no fundo de si não deixa de suspirar por uma vida medíocre vivida em função de um horrível marido sem sombra de sentimentos, onde o momento alto do seu dia seria quando ele lhe desse um beijo de boa noite a tresandar a cerveja de má qualidade e cigarros baratos. Isto de ter sistema reprodutivo interno afecta o cérebro de uma pessoa. Quando LS quer pensar em coisas como a situação política mundial, as novas tecnologias ou algum romance de Kafka, é distraída por qualquer ser de ombros largos e nádegas firmes que passe perto, e dá por si a pensar, "que bom pai daria para os meus filhos"! LS está a considerar, neste momento, em, à semelhança dos gatos machos, que são capados para se tornarem dóceis, em se submeter a uma operação de remoção do seu sistema reprodutivo, para se poder dedicar de uma forma mais fiel aos assuntos que realmente interessam, e sobre os quais nunca irá descobrir que, afinal, têm já uma mulher no seu mundo pessoal e íntimo. Assim como assim, LS nunca iria utilizar as suas capacidades reprodutivas. O estudo, sim, é o mundo de LS; por muito má que ela se possa tornar nesta área, sempre haverá a consolação de, um dia, já ter sido boa nisso. Pensando bem, isso não é grande consolação para LS. Melhor seria continuar com o seu nível. Mais a mais, LS não tem mais nada com que se entreter, pois não? Ah, l'amour, l'amour... LS deveria ter-se dedicado um pouco à ciência, apenas o suficiente para arranjar um antibiótico para tal flagelo humano. E LS faz questão de concordar com os teólogos de Borges, que dizem: os espelhos e a cópula são abomináveis, porque aumentam o número de homens. Claro que os espelhos são piores, porque além de multiplicarem fazem questão, todos os dias, de lembrar a LS as suas terríveis e grotescamente reais imperfeições físicas. e isso nem com o inferno se paga. Embora LS adorasse enviar o seu reflexo a enfrentar o mundo de vez em quando, diga-se de passagem. Mas, mais que isso, gostaria que, pelo menos um dia, ou uma hora que fosse, entrasse nesse mundo do espelho, onde tudo, embora reflexo, é contrário, e experimentar o estranho fenómeno descrito em tanta literatura, em tanta música, em tantos filmes, esse acontecimento mais raro que uma chuva de meteoritos, mais difícil que um eclipse total no hemisfério norte, mais espantoso que converter ferro em ouro adicionando apenas umas gotas de água salgada: amar e ser amada.
14-01-2005 D.C. 2:48
14-01-2005 D.C. 2:48
O amor é estúpido (poema inédito da vossa anfitriã)
Baseado no poema Todas as cartas de amor são ridículas, de Álvaro de Campos
O amor é estúpido.
Estúpido como uma porta,
Estúpido como as dobradiças de uma porta,
Estúpido como os parafusos das dobradiças de uma porta.
E todos os que amam são idiotas.
Idiotas não de ter muitas ideias fúteis
(O que também se aplica)
Mas idiotas por gastarem o seu tempo
Em algo de inútil e imaterial.
Os que são amados, por seu lado,
Não são estúpidos nem idiotas.
São parvos.
Parvos por se permitirem a provocar
O amor nos idiotas que passam.
Como eu disse, o amor é estúpido.
(E cego e surdo e mudo e coxo e louco)
Estúpido ao quadrado,
Estúpido ao cubo,
Estúpido à pirâmide.
Estúpido.
Estúpido como uma porta,
Estúpido como as dobradiças de uma porta,
Estúpido como os parafusos das dobradiças de uma porta…
…uma porta que fica estupidamente aberta
Para esta vossa idiota
Ver aquele grande parvo passar…
7-V-04, na aula de Português, quando devia estar a comentar o poema Retrato de Torga.
O amor é estúpido.
Estúpido como uma porta,
Estúpido como as dobradiças de uma porta,
Estúpido como os parafusos das dobradiças de uma porta.
E todos os que amam são idiotas.
Idiotas não de ter muitas ideias fúteis
(O que também se aplica)
Mas idiotas por gastarem o seu tempo
Em algo de inútil e imaterial.
Os que são amados, por seu lado,
Não são estúpidos nem idiotas.
São parvos.
Parvos por se permitirem a provocar
O amor nos idiotas que passam.
Como eu disse, o amor é estúpido.
(E cego e surdo e mudo e coxo e louco)
Estúpido ao quadrado,
Estúpido ao cubo,
Estúpido à pirâmide.
Estúpido.
Estúpido como uma porta,
Estúpido como as dobradiças de uma porta,
Estúpido como os parafusos das dobradiças de uma porta…
…uma porta que fica estupidamente aberta
Para esta vossa idiota
Ver aquele grande parvo passar…
7-V-04, na aula de Português, quando devia estar a comentar o poema Retrato de Torga.
quinta-feira, abril 21, 2005
Rest in peace

Homenagem a Romeu Pimpolho, no dia em que faria 2 anos e 1 dia

Oh Rrrrrromeu, Rrrrromeu! (que, para quem não sabe, é o meu cão) (20-4-03 - 28-3-05)
Meu bichinho feludo
Cor de dentada
Olhinhos de carvão
Cauda amalucada
Eu digo “não, não”
Que não pode ser assim
Tu fazes “ão, ão”
E ferras em mim
Deixas os teus pêlos
Por todo o lado
Sempre a chatear
Não consegues estar parado
Espetas-te na minha cama
Ao comprido e deus-dará
Aproximo-me e tu rosnas
Lá vou eu para o sofá.
Róis-me toda a literatura
De Shakespeare a Eça de Queirós
Mordes tudo, em todo o lado,
Dos ossos aos meus avós!
Ressonas e sonhas
Danças com cebolas toda a noite
Rebolas e foges
Com medo de algum açoite.
Quando eu me zango e chateio
Ficas a rir-te de mim
Meu cãozinho amalucado
Eu gosto muito de ti
17-X-03
Meu bichinho feludo
Cor de dentada
Olhinhos de carvão
Cauda amalucada
Eu digo “não, não”
Que não pode ser assim
Tu fazes “ão, ão”
E ferras em mim
Deixas os teus pêlos
Por todo o lado
Sempre a chatear
Não consegues estar parado
Espetas-te na minha cama
Ao comprido e deus-dará
Aproximo-me e tu rosnas
Lá vou eu para o sofá.
Róis-me toda a literatura
De Shakespeare a Eça de Queirós
Mordes tudo, em todo o lado,
Dos ossos aos meus avós!
Ressonas e sonhas
Danças com cebolas toda a noite
Rebolas e foges
Com medo de algum açoite.
Quando eu me zango e chateio
Ficas a rir-te de mim
Meu cãozinho amalucado
Eu gosto muito de ti
17-X-03
terça-feira, abril 19, 2005
PenetrArte
Está quase a sair o número 1 daquela que é a grande revista de arte e etc de Portugal. Falo-vos, mes petits danones, da PenetrArte. Leiam-na! Devorem-na! Principalmente o artigo profundamente intelectual aqui da vossa amiga. Ah, e o poema do Manel, que está na lista dos 10 mais poemas da minha vida (por acaso, o poema do Manel é a única coisa que até agora conheço da revista além dos meus artigos). SE quiserem enviar donativos para este grande projecto, digam qualquer coisinha, que isso depois combina-se. Bye
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