quarta-feira, maio 25, 2005

Homenagem a Rute Oliveira


Ladybug Posted by Hello
Ó Ruti, Ruti
Que vais tam alta
Bebe sumo de tutti-frutti
E come muita batata.

E é assim que se faz poesia muito, muito má. (fanáticos da mediocridade, este é o vosso blog!!!)

O momento mais baixo do blog


Posted by HelloNem dizendo que é porque está a fazer de Shakespeare me safo, pois não?
Oh, how fools these mortals be...

Problems with the Law


ai... Posted by Hello
Ok, agora é k o blog atingiu o seu nível mais baixo. KK dia estou aqui a pôr imagens do Fiennes e aí sim, é mau sinal. Um blog k se queria pseudo-intelectual...

Uma imagem da nova produção VDL Movies...


Cátia Agria em pleno trabalho Posted by Hello
E é assim, mes amis, que a grande actriz Cátia Agria entra na personagem... ;) Olá Cátia tás na Net. ...;)))))

terça-feira, maio 03, 2005

Artists only

I'm painting, I'm painting again.
I'm painting, I'm painting again.
I'm cleaning, I'm cleaning again.
I'm cleaning, I'm cleaning my brain.
Pretty soon now, I will be bitter.
Pretty soon now, will be a quitter.
Pretty soon now, I will be bitter.
You can't see it 'til it's finished
I don't have to prove...that I am creative!
I dont' have to prove...that I am creative!
All my pictures are confused
And now I'm going to take me to you.
Talking Heads, More Songs about Buildings and Food

Talhistas retalhistas finalmente montado

A famosa curta "Os talhistas retalhistas que faziam tostas mistas" chegou hoje às 3.04 manhã à sua forma final (pelo menos aquela que pensamos que vai ser a sua forma final). Os críticos que já tiveram o prazer de a ver (até agora apenas dois, e, que coincidência!!!, as suas montadoras), dizem que o momento alto deste novo filme VDL é, mais uma vez, a ficha técnica. "Eles sabem, sem dúvida, com fazer a coisa", disse um deles, há coisa de 5 minutos atrás, para o rato do Tsunami, "Quando pensamos que já vimos tudo em matéria de fichas técnicas, eles, trás!, vêem com algo completamente diferente." Neste filme convém também notar a belíssima banda sonora de nomes tão conceituados como a empresa Maxis, Beethoven e Talking Heads, tendo a já tão famosa e possível candidata a óscar ficha técnica um momento dos 80s, 70s ou 90s (parece que a maldita música existe já desde o tempo do nosso bom Afonsinho Henriques). A VDL Movies apresenta aqui também pela primeira vez a sua... coisa... de apresentação (estão a ver as letras do 20th Fox Century, o cavalo da Miramax e o mundo no espaço da Universal? Aquilo que vocês vêem antes do filme propriamente dito? Isso!)
Infelizmene, o filme não será posto na Net, porque ele está sujeito a leis de copyright bastante severas e eu não faço a mínima ideia como é que se pode pôr vídeo no blog (anyone?).
De fontes mais ou menos seguras mas extremamente preguiçosas - e ainda mais que se aproxima A Queima -, a VDL está neste momento a preparar mais dois trabalhos: um, a montagem de uma visita de estudo dos estudos queirosianos, que provavelmente terá duas versões - a oficial e uma pirata com ligeiras alterações (mas que farão toda a diferença...); e uma curta-metragem de 3 minutos, com planos fixos de 15', que irá passar do storyboard para os pixels da câmara na próxima semana, com a participação de futuros actores profissionais a sério.
Acho que é tudo, de notícias da VDL.
Quip xéquingue fóre de ViDiÉle, de muvies dáte maique iou slipe.

sexta-feira, abril 29, 2005

Lançamento da PenetrArte

Mes amis (vocês não estão fartos que eu vos chame isto? Eu estou..), é já no fantástico dia 4 de Maio, sim, ouviram bem, 4 de Maio, que o nº 1 da revista de Estudos Artísticos PenetrArte vai ser lançada! Tcharam! Por iss, caros leitores virtuais, e eu sei que não são mais que quatro, peguem em vocês e participem neste inacreditável e surreal evento, nas instalações do CITAC (AAC, 1º piso)!
14.30 - Apresentação da revista
15.00 - Debate -"Que vanguarda hoje?", com a participação confirmada do Dr. Pedrosa
17.oo - Visionamento do filme "As Bodas de Deus" de César Monteiro
23.00 - Performance poética: Bruno Neiva a recitar poemas de João Rios e originais, Sara Galvão no saxofone.

Estão todos convidados a aparecer! (não, não se paga nada)

Ih há mais de uma semana que não ponho aqui imagens...


I feel good, tararara,... ;) Posted by Hello

Dissertações após (mais) uma desilusão amorosa e um chocolate quente

Pronto, mais uma vez a mais que frustrada LS falha o alvo amoroso, i.e., dá o tiro ao lado, kaput, balde de água fria, gélida, capaz de provocar hipotermia, etc., etc., etc. mais uma vez o fado imutável e cruel a atirou para a paixão impossible, o velho amor platónico idiota, a hipótese zero de procurar um pouco de enfadonha, quotidiana e mais que muito desejada vida amorosa normal, i.e., com alguém fisicamente ao lado. Será que LS ainda não percebeu que está condenada a uma vida solteirona e libresca, onde a suas únicas companhias masculinas que lhe proporcionem um pouco de mimo serão sempre não humanas e com quatro patas, onde passará os serões na sua casa terrivelmente vazia a enfardar chocolates no seu mega sofá, enquanto vê o people and arts e lê um qualquer livro em inglês sobre as perversões sexuais de uma qualquer personagem histórica? LS tem de se conformar com o que o destino faz questão de mostrar a cada novo momento que será o seu futuro ad eternum, infinitum e mais além. Ela já devia ter tomado consciência que, vá para onde vá, goste de quem gostar, aquele que mais quer não será seu e aquele que mais odeia irá fazer questão de a perseguir de uma maneira obsessiva. Que mal fez ela para merecer isto, além de ter nascido sem consentimento e por acidente, destruindo vidas enquanto descia o canal de parto, acabado com futuros promissores enquanto aprendia a andar e falar, e bem que se podia ter dispensado esta última aprendizagem. Afinal, LS nada mais é do que uma dramaturga falhada, uma actriz frustrada, uma amiga da onça, uma filha inconsciente e louca, enfim, LS resigna-se a ser considerada uma obra de arte da natureza, mas faz questão de frisar que é arte completamente má, incompleta e anónima (quase). Porque isto de ser LS já satura um bocado. Sempre à espera que o futuro venha, não consegue aguentar a ânsia para que esse futuro se torne num passado. E mesmo carpendo (ou carpindo?) os diem, haverá sempre uma força superior que congrega todas as forças do universo para que os seus modestos desígnios diários, nem que sejam apenas comer um bom crispante, sejam terrivelmente falhados, e sempre de longe. No fundo, no fundo, o que LS não quer confessar é que, por trás de tanta emancipação, procura da diferença e desejo de superação, algo no fundo de si não deixa de suspirar por uma vida medíocre vivida em função de um horrível marido sem sombra de sentimentos, onde o momento alto do seu dia seria quando ele lhe desse um beijo de boa noite a tresandar a cerveja de má qualidade e cigarros baratos. Isto de ter sistema reprodutivo interno afecta o cérebro de uma pessoa. Quando LS quer pensar em coisas como a situação política mundial, as novas tecnologias ou algum romance de Kafka, é distraída por qualquer ser de ombros largos e nádegas firmes que passe perto, e dá por si a pensar, "que bom pai daria para os meus filhos"! LS está a considerar, neste momento, em, à semelhança dos gatos machos, que são capados para se tornarem dóceis, em se submeter a uma operação de remoção do seu sistema reprodutivo, para se poder dedicar de uma forma mais fiel aos assuntos que realmente interessam, e sobre os quais nunca irá descobrir que, afinal, têm já uma mulher no seu mundo pessoal e íntimo. Assim como assim, LS nunca iria utilizar as suas capacidades reprodutivas. O estudo, sim, é o mundo de LS; por muito má que ela se possa tornar nesta área, sempre haverá a consolação de, um dia, já ter sido boa nisso. Pensando bem, isso não é grande consolação para LS. Melhor seria continuar com o seu nível. Mais a mais, LS não tem mais nada com que se entreter, pois não? Ah, l'amour, l'amour... LS deveria ter-se dedicado um pouco à ciência, apenas o suficiente para arranjar um antibiótico para tal flagelo humano. E LS faz questão de concordar com os teólogos de Borges, que dizem: os espelhos e a cópula são abomináveis, porque aumentam o número de homens. Claro que os espelhos são piores, porque além de multiplicarem fazem questão, todos os dias, de lembrar a LS as suas terríveis e grotescamente reais imperfeições físicas. e isso nem com o inferno se paga. Embora LS adorasse enviar o seu reflexo a enfrentar o mundo de vez em quando, diga-se de passagem. Mas, mais que isso, gostaria que, pelo menos um dia, ou uma hora que fosse, entrasse nesse mundo do espelho, onde tudo, embora reflexo, é contrário, e experimentar o estranho fenómeno descrito em tanta literatura, em tanta música, em tantos filmes, esse acontecimento mais raro que uma chuva de meteoritos, mais difícil que um eclipse total no hemisfério norte, mais espantoso que converter ferro em ouro adicionando apenas umas gotas de água salgada: amar e ser amada.
14-01-2005 D.C. 2:48

O amor é estúpido (poema inédito da vossa anfitriã)

Baseado no poema Todas as cartas de amor são ridículas, de Álvaro de Campos

O amor é estúpido.

Estúpido como uma porta,
Estúpido como as dobradiças de uma porta,
Estúpido como os parafusos das dobradiças de uma porta.

E todos os que amam são idiotas.
Idiotas não de ter muitas ideias fúteis
(O que também se aplica)
Mas idiotas por gastarem o seu tempo
Em algo de inútil e imaterial.

Os que são amados, por seu lado,
Não são estúpidos nem idiotas.
São parvos.
Parvos por se permitirem a provocar
O amor nos idiotas que passam.

Como eu disse, o amor é estúpido.
(E cego e surdo e mudo e coxo e louco)
Estúpido ao quadrado,
Estúpido ao cubo,
Estúpido à pirâmide.

Estúpido.

Estúpido como uma porta,
Estúpido como as dobradiças de uma porta,
Estúpido como os parafusos das dobradiças de uma porta…

…uma porta que fica estupidamente aberta
Para esta vossa idiota
Ver aquele grande parvo passar…

7-V-04, na aula de Português, quando devia estar a comentar o poema Retrato de Torga.

quinta-feira, abril 21, 2005

A Aparição de Lília


Será uma aparição? Será um fantástico efeito especial que descobri sem querer? Hum... Posted by Hello

Estrelinhas fluviais


Um céu aquático, ontem nas Docas ;) Posted by Hello

O Dumas em pêlo e língua


E eis o monstro... ;) Posted by Hello

A pata do Dumas


Uma clara referência ao tipo que disse: "Não nos dês o monstro, dá-nos a pata". Posted by Hello

Rest in peace


Homenagem a Romeu Pimpolho, no dia em que faria 2 anos e 1 dia Posted by Hello
Oh Rrrrrromeu, Rrrrromeu! (que, para quem não sabe, é o meu cão) (20-4-03 - 28-3-05)

Meu bichinho feludo
Cor de dentada
Olhinhos de carvão
Cauda amalucada

Eu digo “não, não”
Que não pode ser assim
Tu fazes “ão, ão”
E ferras em mim

Deixas os teus pêlos
Por todo o lado
Sempre a chatear
Não consegues estar parado

Espetas-te na minha cama
Ao comprido e deus-dará
Aproximo-me e tu rosnas
Lá vou eu para o sofá.

Róis-me toda a literatura
De Shakespeare a Eça de Queirós
Mordes tudo, em todo o lado,
Dos ossos aos meus avós!

Ressonas e sonhas
Danças com cebolas toda a noite
Rebolas e foges
Com medo de algum açoite.

Quando eu me zango e chateio
Ficas a rir-te de mim
Meu cãozinho amalucado
Eu gosto muito de ti

17-X-03

terça-feira, abril 19, 2005

PenetrArte

Está quase a sair o número 1 daquela que é a grande revista de arte e etc de Portugal. Falo-vos, mes petits danones, da PenetrArte. Leiam-na! Devorem-na! Principalmente o artigo profundamente intelectual aqui da vossa amiga. Ah, e o poema do Manel, que está na lista dos 10 mais poemas da minha vida (por acaso, o poema do Manel é a única coisa que até agora conheço da revista além dos meus artigos). SE quiserem enviar donativos para este grande projecto, digam qualquer coisinha, que isso depois combina-se. Bye

My gods, o blog ainda existe...

Mes deares amis, graças a um momento de loucura da nossa cara e quase assassinada Raquelzita, o nosso (meu) blog esteve inacessível durante todo o fim-de-semana. Sim, eu sei que sentiram a falta deste espaço altamente ... qualquer coisa ... na web, mas não pude fazer nada para o evitar. Sem mais assunto de momento despeço-me respeitosamente
A vossa anfitriã, Sariçada que esteve quase à beira de se tornar uma homicida.

sexta-feira, abril 15, 2005

Notícia de última hora

Fui mesmo agora informada que o Dumas me comeu uma das cópias do "Sexo, Drogas e Humanismo". Não se pode dizer que ele coma má literatura, não não... :)
Nota: Sexo, Drogas e Humanismo é a primeira e até à data a única peça completa aqui da vossa anfitriã. Um dia, quando tiver mais tempo, o meu estômago não tiver a dar horas e não tiver de ir ao Pingo Doce comprar ossos para depois correr para o comboio falo-vos mais dela. Serious.

Faltam 8 dias...


Preview: Shakespeare's birthday Posted by Hello
Bardólatros de todo o mundo, uni-vos! Faltam 8 dias( se ignorarmos a treta da confusão de calendarios na era isabelina e nos dias de hoje) para o 441º aniversário de nascimento de Shakespeare e 389º aniversário de morte do mesmo indivíduo. Pessoalmente, estou a preparar uma grande festa privada comigo, com o Dumas e com quem aparecer mais, envolvendo documentários do Biography Channel, filmes, música isabelina e comida renascentista (tou ansiosa para tentar fazer aquele pudim de pétalas de rosa... ou talvez não). Ainda por cima, os meus pais não estão em casa. Ah, ah, ah, que bela luta de almofadas vai ser (a minha vida é TÃO emocionante...)

Milagre no cinema português

Ontem, mes amis, vi um filme português que gostei. Sim, é verdade. E mais, não era daqueles com o Vasco Santana. Eu sei, custa a acreditar. Pior, é que só fui ver o filme porque era à pala, e estava a preparar-me psicologicamente para apanhar uma seca descomunal (a Raquel até sugeriu que levássemos um baralho de cartas, para passar o tempo). É que, depois de ver A Costa dos Murmúrios, uma pessoa começa a ver o caso mal parado neste país. Mas não. A curta "A6-13" é fantástica, e o fim é... qualquer coisa (o meu prof de estética que nunca leia a treta destas críticas valorativas...). "O Milagre Segundo Salomé", meus caros amigos virtuais... o melhor elogio que se pode fazer é que, se não fosse eles falarem português, passava perfeitamente por qualquer filme europeu de qualidade que costumamos ver para aí. Ou seja, é um filme europeu de qualidade falado em português. A história, os actores, a música, os cénários, a luz (um filme português que não é escuro! Hurray!)... Vejam, a sério. A partir de agora nunca mais vou julgar um filme mau à partida só porque é português. Cross my heart and hope to die.