quarta-feira, junho 13, 2007

Nada duas vezes (Nic dwa razy)

Duas vezes nada acontece
nem acontecerá. E assim sendo,
nascemos sem prática
e sem rotina vamos morrendo.

Nesta escola que é o mundo,
mesmo os piores
nunca repetirão
nenhum Inverno, nenhum Verão.

Os dias não podem ser repetidos,
não há duas noites iguais,
não há dois beijos parecidos,
não se troca o mesmo olhar.

Ontem, o teu nome
em voz alta pronunciado
foi como se uma rosa
me tivessem atirado.

Hoje, ao teu lado,
voltei a cara para a parede.
Rosa? O que é uma rosa?
Será flor? Será rocha?

Porque tu, ó má hora,
me trazes a vã tristeza?
Se és, tens de passar.
Passarás – e daí a tua beleza.

Abraçados, enlevados,
tentaremos vencer a mágoa,
mesmo sendo diferentes
como duas gotas de água.

Wislawa Szymborska (1957)

domingo, junho 03, 2007

Piadinha (pequenina, pequenina...)


A MacDonalds vai lançar um novo hambúrguer a pensar nos nerds.
Vai-lhe chamar Big Mac Intosh.
(este tipo de piadas é mais com o Rui, mas prontos...

quinta-feira, maio 31, 2007

Feminista Frustrada Pondera Fazer Tricot (ou porque é que sou muito mais do que um receptáculo de hormonas)


sei, sei.

que importo eu perante
as Teorias e as Ideias e as Verdades

sou só humana, progamada biologicamente
para funcionar a nível básico de reprodutibilidade
e não ousar ir além nem com a força etérea do pensamento...

talvez seja suficientemente interessante
para entrar numa estatística, para um estudo psicanalítico
- sei lá -
mas tenho de ficar num cantinho da tua vida
porque há coisas mais importantes que eu,
que realmente importam alguma coisa para o resto do mundo.

sabes que mais? tens razão.

eu sou insignificante perante as Ideias as Verdades e não sei que mais.
e Tu também o és.
sim, tu.

tenho mais que fazer do que aquilo para que fui programada.
se julgas que estarei sempre em casa à tua espera,
comida na mesa e sorriso na cara, 'então querido como foi o teu dia?',
vai bater à porta da vizinha porque nesta não tens isso.

eu também quero fazer mais do que simplesmente existir,
não tenciono deixar as coisas iguais ao que estavam
antes de eu deixar entrar oxigénio nos pulmões, ora essa.

e se vens estorvar os meus objectivos de vida
(sim, eu também tenho objectivos, julgas que és só tu?)
sai-me da frente por favor.

perdi demasiado tempo a ser em função de alguém.
quero ser eu só porque posso.
só porque é bom que a minha felicidade e infelicidade seja responsabilidade minha.
ligo e desligo quando quero, choro e rio porque me apetece.

é bom saber que existes, que procuras Ideias e Verdades
- talvez seja por isso que gosto tanto de ti -
e se é,
deixa-me também gostar de mim pelas mesmas razões.
V '07

segunda-feira, maio 28, 2007

Simone de Beauvoir & Jean-Paul Sartre






“A partir de agora tomo conta de si”, disse-me Sartre quando me anunciou que passara. Tinha prazer nas amizades femininas. A primeira vez que o vira na Sorbonne usava chapéu e conversava animadamente com um mulherão da agrégation que eu achava muito feia; desagradara-lhe depressa; ligara-se com outra, mais bonita, mas que dava complicações e com quem em breve se zangara. Quando Herbaud lhe falara de mim quisera logo conhecer-me e agora estava todo contente por poder agarrar-me; quanto a mim, parecia-me que todo o tempo que não passava com ele era tempo perdido. Durante os quinze dias que durou a oral do concurso, só nos separávamos para ir dormir. Íamos à Sorbonne fazer as provas e ouvir as recomendações dos nossos colegas. Saíamos com os Nizan. Tomávamos bebidas no Balzar com Aron, que fazia o serviço militar na meteorologia, com Politzer, que estava agora inscrito no Partido Comunista. A maioria das vezes passávamos os dois sozinhos. No cais do Sena, Sartre comprava-me exemplares do Pardaillan e do Fantomas, que preferia de longe à Correspondência de Rivière e Fournier; levava-me à noite ver fitas de cow-boys, pelos quais me apaixonei como neófita, pois era sobretudo especialista no cinema abstracto e no cinema de arte. Nas esplanadas dos cafés ou bebendo cocktails no Falstaff durante horas, conversávamos.

Nunca pára de pensar”, dissera Herbaud. Isso não significava que segregava a todo o momento fórmulas ou teorias: detestava o pedantismo. Mas o seu espírito estava sempre alerta. Ignorava os torpores, as sonolências, as fugas, as esquivas, as trevas, a prudência, o respeito. Interessava-se por tudo e nunca aceitava nada como sendo definitivo. Diante de um objecto, em vez de o escamotear a favor de um mito, de uma palavra, de uma sensação, de uma ideia preconcebida, contemplava-o; não o largava antes de ter compreendido as suas causas, os seus efeitos e os seus múltiplos sentidos. Não perguntava a si próprio o que se devia pensar, o que seria excitante ou inteligente pensar-se: só o que ele próprio pensava. Assim, decepcionava os estetas ávidos de uma elegância comprovada. Ouvindo-o dois anos antes fazer um exposé, Riesmann, deslumbrado pela logomaquia de Baruzi, dissera-me tristemente: “Não tem génio!” Durante uma aula sobre a “classificação” a sua boa-fé minuciosa pusera esse ano à prova a nossa paciência; acabara por forçar o nosso interesse. Interessava sempre as pessoas a quem a novidade não afastava, pois não tendo em vista a originalidade, não caía em nenhum conformismo. Obstinada, ingénua, a sua atenção apreendia na sua profusão as coisas bem vivas. Como o meu pequeno mundo era apertado, ao lado desse universo abundante! Mais tarde só certos loucos me inspiraram uma humildade parecida, quando descobriam numa pétala de rosa um encadeamento de intrigas tenebrosas.

Falávamos de uma porção de coisas, mas particularmente de um assunto que me interessava mais do que todos: eu própria. Quando pretendiam explicar-me, as outras pessoas anexavam-me para o seu mundo, irritavam-me; Sartre, pelo contrário, tentava situar-me no meu próprio sistema, compreendia-me à luz dos meus próprios valores, dos meus próprios projectos. Ouviu-me sem entusiasmo quando lhe contei a minha história com Jacques; para uma mulher educada como eu fora, era talvez difícil evitar o casamento: mas não pensava que isso desse bom resultado. Em todo o caso eu devia preservar o que havia de mais admirável em mim: o meu gosto pela vida, a minha curiosidade, a minha vontade de escrever. Não só me encorajava nesse projecto como propunha ajudar-me. Mais velho do que dois anos – que aproveitara -, tendo começado mais cedo e melhor, sabia muito mais do que eu sobre todos os assuntos: mas a verdadeira superioridade que ele reconhecia em si, e que me saltava aos olhos, era essa paixão tranquila e violenta que o lançava para os seus futuros livros. Noutros tempos eu desprezara as crianças que tinham menos ardor a brincar ao croquet ou a estudar: eis que encontrava uma pessoa aos olhos de quem os meus frenezins pareciam tímidos. E com efeito, se me comparava com ele, as minhas febres eram mornas! Achara-me extraordinária porque não conseguia conceber a vida sem escrever: ele vivia para escrever.

Não contava, decerto, levar uma vida de homem fechado num escritório; detestava as rotinas e as hierarquias, as carreiras, os lares; os direitos e os deveres, todas as coisas sérias da vida. Resignava-se mal à ideia de ter uma profissão, colegas, superiores, regras a observar e a impor; nunca seria um pai de família nem um homem casado. Com o romantismo da época e dos seus vinte e três anos, sonhava com grandes viagens: a Constantinopla, onde confraternizaria com os estivadores; embrigar-se-ia nas caves com os chulos; daria a volta ao globo, e nem os párias das Índias, nem os popes do monte Atlas, nem os pescadores da Terra Nova teriam segredos para ele. Não criaria raízes em parte nenhuma, não acarretaria qualquer posse: não para ficar disponível em vão, mas para testemunhar de tudo. Todas as suas experiências deviam aproveitar à sua obra, e afastava categoricamente as que pudessem diminuí-la. Sobre este assunto discutimos firme. Eu admirava, pelo menos em teoria, as grandes desordens, as vidas perigosas, os homens perdidos, os excessos de álcool, de droga, de paixão. Sartre mantinha que quando se tem alguma coisa a dizer qualquer desperdício é criminoso. A obra de arte, a obra literária, era aos seus olhos um fim absoluto; tinha em si a sua razão de ser, a do seu criador e até mesmo –ele não o dizia, mas eu suspeitava de que estava persuadido – a do universo inteiro. As contestações metafísicas faziam-no encolher os ombros. Interessava-se pelas questões políticas e sociais, simpatizava com a posição de Nizan; mas o seu assunto era escrever, o resto só vinha depois. Aliás, era então mais anarquista do que revolucionário; achava detestável a sociedade tal como ela era, mas não detestava detestá-la; o que chamava a sua “estética de oposição” acomodava-se perfeitamente com a existência de imbecis e malvados e até a exigia: se não houvesse nada a abater, a combater, a literatura não teria sido grande coisa.

Com algumas diferenças, havia um grande parentesco entre a sua atitude e a minha. Não havia nada de mundano nas suas ambições. Censurava o meu vocabulário espiritualista, mas também era uma salvação que procurava na literatura; os livros introduziam neste mundo deploravelmente contingente uma necessidade que abraçava também o seu autor; certas coisas tinham de ser ditas por ele e então todo ele seria justificado. Tinha juventude bastante para se comover com o seu destino quando ouvia um tema de saxofone depois de beber três Martinis; se fosse preciso, teria aceite permanecer anónimo: o importante era o triunfo das ideias, não o seu próprio êxito. Não pensava – como me acontecera pensar – que era “alguém”, que tinha “valor”; mas considerava que importantes verdades – talvez fosse ao ponto de pensar: a Verdade – se tinham revelado a ele e que tinha por missão impô-las ao mundo. Em cadernos que me mostrou, nas suas conversas e até mesmo nos seus trabalhos escolares, afirmava com teimosia um conjunto de ideias cuja originalidade e coerência espantavam os amigos. (…)

Tive a evidência que escreveria um dia uma obra filosófica que contaria. Mas não facilitava a tarefa, pois não tinha a intenção de compor, segundo as regras tradicionais, um tratado teórico. Gostava tanto de Stendhal como de Espinosa e recusava-se a separar a filosofia da literatura. A seus olhos, a contingência não era uma noção abstracta mas uma dimensão real do mundo: era preciso utilizar todos os recursos da arte para tornar sensível ao coração essa secreta “fraqueza” que via no homem e nas coisas. A tentativa, para a época, era muito insólita; era impossível tomar inspiração numa moda ou num modelo: tanto me impressionara o pensamento de Sartre pela sua maturidade como fiquei desconcertada com a inabilidade dos ensaios onde o exprimia; a fim de a apresentar na sua singular verdade, recorria ao mito. (…) Ele apercebia-se desta incapacidade, mas não se inquietava; de qualquer forma nenhum sucesso bastaria para fundar a sua confiança inconsiderada no futuro. Sabia o que queria fazer e tinha a vida à sua frente: acabaria por fazê-lo. Não duvidei um só instante: a sua saúde, o seu bom humor ultrapassavam todos os obstáculos. Manifestamente a sua convicção recobria uma resolução tão radical que mais dia menos dia, de uma maneira ou de outra, teria o seu fruto.

Era a primeira vez na minha vida que me sentia intelectualmente dominada por outrem. Muito mais velhos que eu, Garric, Nodier tinham-me impressionado: mas de longe; vagamente, sem que eu me comparasse com eles. Com Sartre, todos os dias, durante o dia inteiro, eu me comparava a ele e nas nossas discussões não me mostrava à altura. No Luxemburgo, uma manhã, perto da Fonte Médicis, expus-lhe essa moral pluralista que eu construíra para justificar as pessoas de quem gostava mas a quem não queria assemelhar-me: desfê-la em pedaços. Eu estava agarrada a ela porque me autorizava a tomar como árbitro do bem e do mal o meu coração; debati-me durante três horas. Tive de reconhecer a minha derrota; além disso, apercebera-me durante a conversa que muitas das minhas opiniões só repousavam em princípios, má-fé ou incoerência, que as minhas ideias eram confusas. “Já não tenho a certeza do que penso, nem sequer de pensar.”, escrevi decepcionada. Não punha nisso nenhum amor-próprio. Era muito mais curiosa do que imperiosa, gostava mais de aprender do que brilhar. Mas mesmo assim, depois de tantos anos de arrogante solidão, era um acontecimento sério descobrir que não era nem única, nem a primeira: era uma entre muitos e bruscamente insegura das minhas verdadeiras capacidades. Porque Sartre não era o único a obrigar-me à modéstia: Nizan, Aron, Politzer tinham sobre mim um avanço considerável. Eu preparara o concurso à pressa: a cultura deles era mais sólida do que a minha, estavam ao corrente de uma porção de novidades que eu ignorava, tinham o hábito da discussão; e, sobretudo, eu tinha falta de método e de perspectiva; o universo intelectual era para mim uma vasta confusão onde eu caminhava às apalpadelas; quanto a eles, a sua busca era, pelo menos de um modo geral, orientada. (…) Todos eles tinham tirado muito mais radicalmente do que eu as consequências da inexistência de Deus e trazido a filosofia do céu para a terra. O que também me impressionava era que tinham uma ideia bastante precisa dos livros que queriam escrever. Eu repetira que “diria tudo”; era muito e muito pouco. Descobri com inquietação que o romance põe mil problemas, do que eu nunca suspeitara.

Mas não perdi a coragem; o futuro parecia-me bruscamente mais difícil do que eu contara, mas era também mais real e mais seguro; em vez de possibilidades sem forma, eu via abrir-se diante de mim um campo claramente definido, com os seus problemas, as suas tarefas, os seus materiais, os seus instrumentos, as suas resistências. Já não me interrogava: o que fazer? Havia tudo a fazer; tudo o que outrora desejara fazer: combater o erro, encontrar a verdade, dizê-la, iluminar o mundo, talvez até ajudá-lo a mudar. Precisaria de tempo, esforço para cumprir nem que fosse só uma parte das promessas que fizera; mas isso não me assustava. Nada fora ganho: tudo era possível.

Além disso, uma grande oportunidade me era dada: diante desse futuro, bruscamente já não estava sozinha. Até então, os homens de que eu gostara – Jacques e, em menor grau, Herbaud – eram de uma espécie diferente da minha: desenvoltos, fugidios, um pouco incoerentes, marcados por uma espécie de graça funesta; era impossível comunicar com eles sem reserva. Sartre respondia exactamente ao voto dos meus quinze anos: era o sósia onde eu encontrava, levadas à incandescência, todas as minhas manias. Com ele poderia partilhar sempre tudo. Quando o deixei no princípio de Agosto sabia que nunca mais sairia da minha vida.
Simone de Beauvoir, in Memórias de Uma Menina Bem-Comportada

quinta-feira, maio 17, 2007

O Suicídio é um Gesto Nobre


‘O suicídio é um gesto nobre (…) Ele é mesmo uma voz da Natureza para o animal que tem bons ouvidos. O lacrau. A baleia. Muito pássaro engaiolado. Quando nasceste a Natureza disse-te toma lá a vida e sê contente com ela. Não te disse toma lá a vida e espera aí um pouco que eu já te codilho. E que fazer se ela é um estupor? se ela ta dá e depois te cai em cima com um cancro invalidez fome cegueira paralisia reumatismo hidrocelos hepatites zumbideiras nos ouvidos trombose afasias pancada na mioleira e traições humilhações públicas e privadas depressões angústias metafísicas desastres políticos desastres amorosos burlas ambições amochadas derrotas no futebol na lotaria nas artes e letras e mais e mais e mais? O suicídio é o único acto nobre com que se pode enfrentar a traição da Natureza. Porque ela espera de nós o quê? Ela espera de nós a cobardia, a submissão abjecta, o comer e calar. Não vos caleis. Falai a única linguagem que ela e os deuses entendem. O suicídio é um acto nobre e corajoso e os que se suicidaram ficaram na História com o seu exemplo sublime. Catão, Lucrécio, Séneca, Luciano, Petrónio, quantos mais. Não se conta de ninguém que morreu de caganeira. Não se conta de suicídio senão dos romanos mas não dos gregos que eram uns merdas. Mas sempre o suicídio se assinalou como a razão da morte de quem teve razão na vida. Ele é mesmo o acto sacramental glorioso como abrir as tripas num país que conheceis. E é poruqe a Natureza conta com a vossa abjecção que há gente excedentária no planeta. Vede os pretos e amarelos que se multiplicam como as moscas. Assim o suicídio é uma acção benemérita em favor dos povos enquanto não for uma acção obrigatória como pagar uma multa por um carro mal estacionado. Glória aos precursores voluntários desta medida higiénica e demográfica, antes de ela vir a ser uma obrigação constitucional.
(…) Passava à questão prática da escolha do modo suicidário. Porque isto é naturalmente importante.(…) Isto tem uma graduação cultural de dignidade, sexo e até de classe. Já imaginaram um militar ou um arcebispo suicidarem-se com pesticidas? Ou um campónio com barbitúricos? Ou uma mulher com uma espingarda caçadeira que lhe deixasse a cara em fascículos? Não sou tão exigente ou rigoroso que vos aconselhe um método de execução. Eles são mesmo inúmeros porque a necessidade humana é imensa. Mas dou-vos alguns para uma ementa mais variada. Eles são, aliás, os mais correntes, ou seja os mais batidos na experiência. Escolhei. Mas sede prudentes e escolhei com ponderação. Os métodos que vos sugiro são: 1 – o tiro. É rápido e funcional. E tem a vantagem de não precisar de preparativos. 2 – por enforcamento. Também é rápido mas tem o inconveniente de se ter de montar a corda, armar o laço, subir para um banco, empurrá-lo e ficar com a língua de fora. 3 – afogamento. Incómodo. Mais lento e com o incómodo da água. 4 – o punhal. Só praticável para homens históricos e já um pouco fora de uso. E há a sangueira. 5 – o veneno. É conforme. Os pesticidas proletários dão dores que se fartam. Os barbitúricos são mais suaves. Adormece-se e não vale a pena chamarem porque já se não acorda. Mais próprios para mulheres que têm sempre a esperança de que de todo o modo as acordem. 6 – debaixo do comboio ou do metro. Método também popular. Pouco cordial para quem tem de apanhar os destroços. Mas de decisão rápida. Está-se ao pé da linha e a decisão vem ou não vem. Se vem, é logo. 7 – cortar as veias. É um método clássico e histórico para quando não havia o tiro nem o comboio. Muito digno. Mas muito sujo. O exemplo mais célebre é o de Petrónio que tapava e destapava a veia para ir entretendo o paleio com os amigos e ir morrendo por etapas. Pouco recomendável para os tempos modernos pela demora e falta de limpeza. São estes sete processos que vos proponho porque o 7 é um número esotérico e contém portanto uma verdade profunda. '



Na tua Face, Vergílio Ferreira

terça-feira, abril 10, 2007

Pra finalizar...

Já na Domingo, suplemento do Correio da Manhã (este é a minha mãe que compra, por causa das colecções), um artigo sobre a doença bipolar e uma pequena lista sobre doentes bipolares famosos. Todos artistas ou ligados às artes. Será a criatividade realmente uma ‘doença’? Olhem, aqui está a Florbela Espanca e o Mário de Sá Carneiro. E a Virgínia Woolf e o Antero. Todos suicidados. Argh. Também o Hemingway, idem. Oh, o Francis Ford Coppola (he still lives!!!). Hum. Reflexão profunda sobre isto? Ná, não me apetece.

E para não desiludir os leitores habituados à futilidade da minha conversa neste blog, deixem-me concluir com ‘O Marco d’Almeida é mesmo lindo, não é?’

Fui.

Estes críticos...

Este domingo foi definitivamente um dia para me pôr a par da imprensa. Ainda no Público, o único jornal no qual gasto dinheiro mesmo que não traga ofertas grátis, com todos os seus defeitos etc, no P2, p.12, vem o crítico Jorge Mourinha. Ora ele é tudo menos um mãos-largas no que toca a dar estrelinhas a filmes, e às vezes parece que isto é defeito e não feitio, mas passemos adiante. Decididamente, ele nem é dos piores. Claro que me vai dar bolinha preta a todos os meus futuros filmes (e talvez assim me traga mais público, sei lá), mas tenho de apontar uma coisinha. Nestas curtas linhas, Mourinha chama a atenção para uma nova séria da RTP2 (já agora, mas porquê mudar de logo, meu querido canal?) chamada Irmãos e Irmãs, que dá às sextas às 22.30. Serviço público, obrigado, realmente nem me apercebi que havia uma série nova. Dispensável seria talvez a crítica à boca larga ao ‘hype internacional de House (por exemplo)’. Ora vejo no Oxford Genie que hype é uma palavra depreciativa, to hype significando to advertise sth a lot and exxagerate its good qualities, in order to get a lot of public attention for it. Não nego que isto aconteceu, mas isso é defeito do canal que comprou a série e não desta em si. Porque é uma boa série. Ok, não são os Sete Palmos de Terra nem o 24 (e eu acho esta sobrestimada), mas nem o pretende ser, bolas. O mérito repousa quase todo nos ombros de Hugh Laurie, e se vamos não gostar da série só porque ela é popular, bolas… Que treta.

Mas não foi por isto que eu quis falar. É que Jorge Mourinha, crítico já com um ethos construído, que parece odiar tudo o que tenha mais de 10 espectadores (posso estar errada, mas é o que parece), comete a gaffe do ano ao enumerar as protagonistas da referida série: com um elenco de luxo encabeçado por Ally McBeal, Rachel Griffiths e pela veterana Sally Field. Para quem não sabe, Rachel Griffiths é a ‘Brenda’ dos Sete Palmos. Fiquei cheia de vontade de ver a série. Mas algo no meu cérebro habituado a ler javardices de críticos e teóricos do cinema mundiais fez clic. E reli. Hum. ‘Ally McBeal’. Que actriz é esta? É que só conheço a personagem ficcional. Quereria Mourinha referir-se a Calista Flockhart, que interpretou a referida personagem na série com o mesmo nome? Deixem-me ver numa coisa chamada IMDB (que recomendo fortemente a este crítico). Exactamente, aqui está. Ups, sr. Jorge Mourinha…

Errar é humano. Mas um crítico que joga tão duro na hora de classificar o trabalho dos outros, espera-se que tenha a mesma consistência, rigor e exigência quando se trata do seu trabalho… não?

As Ocas e os Cromos


Falando nestes assuntos, pelos vistos a TVI, acusada de promover uma imagem idiota de ambos os sexos em ‘A Bela e o Mestre’ (e deixem-me acusá-los também de terem um programa estúpido, talvez primeiro que tudo), anunciaram já que vão fazer uma outra versão (Nããããããõ!!!!) intitulada ‘O Belo e a Mestra’, onde modelos tipo Calvin Klein serão emparelhados com tipas vesgas, cheias de acne e de inteligência. Desde já recuso em adiantado o convite que a TVI me fará de certeza para participar no programa (afinal não sou nenhuma Mulher Elefante, bolas), mas pergunto-me: como é que uma estação televisiva pode ser tão IDIOTA???? Bolas, eles têm o RuiVilhena a trabalhar pra eles (isso e passarem o ‘House’ adiantados da Fox, são os únicos pontos positivos de que me lembro. Três, contando com o Marco d’Almeida). Não é essa a questão!


O problema está em associar a superioridade intelectual a um desleixo físico, e a simetria e preocupação com a imagem a um desleixo intelectual. É muito mais que um insulto às mulheres lindas e ocas, ou aos homens que, apesar de cromos, conseguem ir pra cama com elas. É sobretudo um insulto à complexidade do ser humano. É afirmar que a cultura desfigura o físico, torna-nos corcundas, míopes e completamente incapazes de seduzir seja quem for. Ou que lá por se pôr um bocado de maquilhagem na cara, frequentar o ginásio e ter uma alimentação equilibrada (acrescento que não acho nenhuma daquelas raparigas bonita, e eu sei apreciar mulheres, já pus uma foto da Bellucci nua neste blog) não se sabe quem é o primeiro ministro… É tão cliché pensar assim, tudo preto ou tudo branco… Por favor, passem mas é o Nip Tuck num dia definido e deixem-se de estragar a programação com m.e.r.d.a.

House e os metrossexuais

Mes amis, fui este Dominguinho de Páscoa comprar o Público, pela razão evidente do título apelativo da Pública, ‘House vai acabar com os metrossexuais?’. Nem que tivesse de ir ao Alentejo mais profundamente ateu e comunista para encontrar um quiosque aberto, tinha absolutamente de ler este artigo. Não sei se sabem, mas sempre me interessei muito pelos padrões comportamentais de ambos os sexos ao longo da história, e essa história dos metrossexuais – com símbolo máximo em David Beckham, aquela coisa oca, musculada e de pele mais impecável que a minha (não que seja preciso muito…) – e depois de uma tendência a que se deu o nome de überssexuais, liderados pelo eterno George Clooney, e agora o meu queridinho Hugh Laurie, que sigo desde o Blackadder vai dar origem a uma nova fase nessa coisa tão complexa que é responder de forma científica aos desejos das mulheres? (por mim, quero a edição especial do Charlie e a Fábrica de Chocolate, se faz favor).

Quem despoleta a polémica é uma tal de Júlia Ward, no blog TVSquad. Supostamente se Beckham é o ideal de homem para a mulher burra (e basta pensar na um dia lindíssima Victoria que está casada com ele), House é o sex-symbol da mulher que pensa. Uau. Obrigado.

Ora bem. Considero-me uma mulher pensante, um bocado pro bipolar e com níveis baixos de estrogénio, ok, mas mesmo assim uma mulher. E sim, o House é o tipo de homem com quem não me importava de passar o resto da vida (e falo da personagem, embora o actor me pareça também muito interessante do ponto de vista psicológico…). Porque é inteligente, porque não sendo necessariamente bonito tem charme, é sarcástico, faz rir, é uma espécie de miúdo grande, tem qualquer coisa muito escondida lá no fundo daquela carapaça rija, vive no meio do caos, gosta de música, toca piano… Como é que os homens não percebem qual é o atractivo de House? Ele é um misantropo por opção, e qualquer rapariguinha que queira mais do que um belo cabide com ‘piwinha’ pras noites frias deseja entrar naquele universo escondido. Um homem com garra, com determinação, que não se gaba de ser tããão inteligente, que não tem qualquer preocupação com o aspecto, que não nos rouba os cremes pra cara… isto sem ser um machista tipo ‘cozinha-me o jantar e remenda-me as meias’. Hello?

Depois o artigo descamba para a comparação óbvia (e admitida por David Shore, que criou a série) entre House e Holmes.

Sinceramente, não percebo o que faz tanta espécie aos membros do sexo masculino. Sim, há tipas que gostam de metrossexuais, outras que gostam de seres pensantes, etc etc. Somos todas diferentes, bolas. Tal como eu me recuso acreditar que todos os seres do sexo masculino iriam de boa vontade pra cama com a Soraia Chaves sem pensar duas vezes. O House é o House e é médico e tem os olhos azuis. Médico. Não nos acusaram sempre de ver o dinheiro à frente de fosse o que fosse? Eis a estabilidade económica. Não percebo como é que ainda ninguém pôs essa questão. ‘Mulher pensante é aquela que se preocupa em assegurar a sua estabilidade económica a qualquer custo, nem que seja através do ordenado do marido’.

segunda-feira, março 26, 2007

Quando julgávamos que já tinhamos visto tudo...

A verdadeira literatura de casa de banho. Brutal. No fundo, faz muito mais sentido do que aquela versão preta da Renova. Kel, queres um nos anos?

terça-feira, março 13, 2007

O Grande Desastre Deste Fim-De-Semana

Bolas, um fim-de-semana que tinha tudo pra correr bem, até recebi uma medalha de 10 anos de banda e coiso e tal, e matam o Frederico! Mas isso faz-se????

terça-feira, março 06, 2007

Aviso

Avisam-se todos os amigos, conhecidos, namorados, relações mais ou menos coloridas ou qualquer outra pessoa que tenha necessidade de me engraxar seja por que motivo for, que coloquei sob a nova secção 'Comprem-me prendas' alguns links que poderão ajudar na hora da escolha.

De nada.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Amílcares




Pronto, mais uma edição dos óscares. Parabéns Helen Mirren, Happy Feet, guarda-roupa da 'Marie Antoinette' (esse tão injustamente esquecido noutras categorias) e um àparte: já viram que foi preciso o Scorsese pedir os óculos emprestados ao Woody Allen para ganhar a estatueta?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Questionário

Who is the Shark? (quem e o tubarao, ahein?)
Maria Laurinda
Fatima
Braulio
Fausto
Cavaco Silva
Marisa Cruz
Marco Borges
Todos os anteriores
O reitor
A Floribela ajudada pelas fadinhas
  
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segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Porque a poesia é o ópio dos ociosos...

TALVEZ

Tua voz me raptou ou
Talvez a aspereza da palma da mão
E a leveza da ponta dos dedos
Nas teclas do piano!

O desengonço da tua silhueta,
Talvez!
Os ombros caídos como os de um vencido,
Talvez!
A quentura da tua pele,
Talvez!
O sorriso belo e triste,
Talvez!

Modelo cultural trazido das cinzas helênicas;
Dos estilos controversos de viver,
Quem sabe?
A vulgar pose de cruzar as pernas,
Talvez...

Uma assombração, aparição que se fez matéria
Com lábios carnudos de púrpura cor,
Quase prostitutos,
Talvez...

Noctâmbulo tímido!
Ama ninguém,
Logo não receia a morte!
Por isso, me aprisionou.
Para sempre?
Talvez!

Helena Quental

AAAAAHHHHHHHH.....

Isto de ser arrancada da cama por um tremor de terra até que tem o seu estilo... ;)

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Vómito Poético


de repente, acordas e sentes que tudo o que de bom a vida reserva
está no pretérito perfeito e não há maneira
de carregar no rewind e, de qualquer modo, só o esforço de esticar a mão
para fora das mantas está tãão longe das tuas capacidades
que nem o ousas com medo que um machado caia em cima do braço
e to corte. porque tudo o que é mau é possível
desde que não traga nada de bom.

ah, aqueles dias em que querias que existisse um deus
para teres quem processar, ou pelo menos enxovalhar (isto
dos verbos pouco usados uma pessoa nunca tem a certeza
de estar a utilizar a ortografia recomendada nos novos dicionários)
e dizer: senhor deus, desculpe lá mas é um imbecil
com tantas coisas interessantes para fazer porque raio me há-de
estar a foder a vida? isto não é um jogo de computador,
bolas, eu não sou nenhum Job, e se pensa que tenho paciência para sofrer as dez pragas
do Egipto pense outra vez, não é difícil encontrar a resposta,
se quiser a ajuda do público ou telefonar para a Virgem Mãe é só dizer à produção.

o que mais irrita é esta mania
de tentar exprimir sentimentos a bater com os dedos
em teclas de tecnologia pensada pela mente humana, feita pela frieza
agradável do sistema em série, o que há de bom nos computadores
é que ninguém os pariu. abaixo o aborto do windows xp.

quando até a televisão conspira para mudar a hora da nossa série preferida
sem nos apercebemos começamos a acreditar que há forças malévolas superiores, e nós aqui tipo micróbios com cheiro a sabonete e pus na cara (pus escrito não
tem o mesmo impacto que dito) a fingir que o livre arbítrio existe, e que amanhã
será melhor se não nos passar um autocarro por cima. ou que será melhor exactamenteporque isso acontece.

e depois nem me dá gozo reler o que escrevi. é tão pretensioso. é tão
mau. é tão abaixo dos meus parâmetros que era melhor rasgar a folha ou então
lançá-la ao vento, em muitas cópias, para que ninguém ligue ou repare.
ah bendita época em que se deixa de fumar para ter mais dinheiro para comprar mais coisas inúteis nos supermercados, para viver mais anos para comprar mais coisas inúteis nos supermercados,
para que possamos ser saudáveis para apreciar as coisas inúteis compradas nos supermercados,
para que a indústria da nicotina se vire de vez para o negócio dos supermercados.
consumista comunista confessa. derreada. deprimida. suicidada.

Isto de melhorias não vai com nada...

Depois de tanto discorrer sobre o biopic, quem vai precisar de filmes panegíricos sou eu. 'Lady Sara C - a vida inútil, a obra mal começada e o trágico suicídio após melhoria de nota fracassada'

Quero que a Monica Bellucci fique com o papel principal. E o Johnny Depp a fazer de seja lá quem for, não me interessa. Desde que haja uma parte ficcional em que o meu eu cinematográfico se envolva com ele.

Argh, deixem-me voltar à porcaria do Word...

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Lady Sara C sempre em cima das actualidades...

(sinceramente, há coisas melhores pra andar em cima, mas ele não deixa...)
Mes amis, tive o meu primeiro contacto com a revista Sábado. Isto porque a minha mãe resolveu fazer-me aquela colecção fantástica dos grandes enigmas da história, coiso e tal (invejem-me, va lá). Isto significa que nunca vou conseguir ler todos os livros que tenho em casa. Oba oba.
Primeira grande informação: uma coisa chamada freak dancing, também conhecida como grinding. Pesquisem na Wikipedia sobre o que é, porque isto é um blog de respeito coisa e tal. Mais ou menos. Nem por issoo. Basicamente, é a nova moda nos liceus americanos. Após aquela temporada de 'mata o teu professor e colegas num massacre' vem agora o treino de uma forma de dança que simula movimentos sexuais. Pelos vistos até há um movimento chamado 'andar à cão' que a vossa anfitriã, lady como é, se abstém de explicar como é. Vários comentadores já lhe chamam o desenvolvimento da lambada. Mando-vos aqui um link pra se cultivarem: http://www.courant.com/news/local/hc-simfreaking0113.artjan13,0,2856207.story?page=1&coll=hc-headlines-home
Outra gande notícia: a poligamia no estado do Utah, associada a um grupo de mórmones puristas. A poligamia é um assunto que me persegue há já algum tempo. O mais recente caso foi o visionamento de Jules et Jim de Truffaut. Oba oba. Embora aquela poligamia seja algo que me é mais fácil compreender. Dois homens pra uma. O sonho da vossa anfitriã... Casas separadas, e tutti. O que é que eu acho da poligamia? Se são felizes assim... sempre me ensinaram que a partilha é uma grande virtude. Mais, a ideia de ter alguém com quem cortar no marido comum... oh, o gozo profundo. A única desvantagem (apontada por vários praticantes, e eu sempre desconfiei que vosse) é na altura de cumprir as funções maritais. Isso de uma às segundas, quartas e sextas e a outra às terças, quintas e sábados é muito esquisito. Se bem que o tudo ao molho seja sempre uma opção. Estarei a desviar-me do caminho do bem??? Argh, deixem-me um post e digam-me a vossa opinião.
Por fim, a última notícia: Will Wright, o senhor que é um dos meus ídolos (um dia tenho de fazer uma lista de 'Os Grandes para Sara C'), porque criou aquele meu grande vício que é The Sims, vai lançar um novo jogo, Spore, em que somos uma gota de H2o no início da evolução terrestre e temos de lutar e nos adaptar pra sermos criaturas que povoam vários mundos no Universo. Uau. Mal posso esperar pra sacar isso da Net. Sim, porque este país, em matéria de novidades em videojogos...argh.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Os Grandes Portugueses

Ando estranhamente em cima das actualidades. Primeiras grandes desilusões: o facto de José Saramago, Egas Moniz e Fernando Lopes-Graça (este acho que nem nos 100…) terem chegado ao top ten. Surpresa (?): o Salazar ter chegado lá. Ó meus amigos… Eu sei que as coisas andam mal desde que o Afonso Henriques deu numa de rebelde e fundou um país assim por capricho ou complexo de Édipo mal resolvido, mas há limites… É o equivalente de os espanhóis elegerem o Franco! É suposto ser alguém que ponha Portugal no mapa, alguém realmente importante para todos, um representante da essência do ser português, essa portuguesidade no bom sentido!!! Por mim, acho excessivo que tantos reis dos Descobrimentos estarem nesse top ten (quer dizer, é uma escolha demasiado óbvia, além que parece que a nossa História se resume a esse século…). Intenção de voto? Porque estou chateada com a presença do Salazar nessa lista, ainda pensei votar no Álvaro Cunhal. Além de que o senhor traduziu o Rei Lear quando esteve na prisão e nós, bardólatros, temos de ser uns pelos outros. Mas por outro lado, eu que fiquei um BOCADINHO chateada quando, em Inglaterra (de onde veio a ideia desta treta dos grandes portugueses blá blá blá…) o número um foi atribuído a Sir Winston Churchill, sim, muito importante, e Shakespeare ficou em quarto, acho que aqui devemos dar a vitória a um artista. Sim, se somos um país de poetas, buga lá assumi-lo com tomates (não dos podres, dos eufemísticos). Entre o Camões e o Pessoa, a minha escolha recai sobre o último. Ora essa, o homem é um espírito britânico num corpo português… ok, agora a sério. Pessoa é um pós-modernista antes do pós-modernismo, falou sobre tudo, não lambeu as botas ao D. Sebastião, tinha aquela paixão esquisita assolapada com a Ofélia (lembro-me sempre daquela cena sobre o vão das escadas, que ela conta…), tinha uma data de tipos dentro da cabeça (como eu o compreendo…), e… ora bolas, não preciso de me justificar. Aliás, deixem-me justificar pondo aqui uma pérola daquela alma que eu gostava tanto de ter conhecido (e o top ten não ter ninguém ainda vivo deve querer dizer alguma coisa, mas não sei se quero perceber o quê). E como estou a pensar escrever um pequeno ensaio sobre o que é o amor, tiro as frases das cartas para a senhora Ofélia.

Meu Bebé pequeno e rabino:

Cá estou eu em casa, sozinho, salvo o intelectual que está pondo o papel nas paredes (pudera! havia de ser no tecto ou no chão!) e esse não conta. (…)Sabes? Estou-te escrevendo mas não estou pensando em ti. Estou pensando nas saudades que tenho do meu tempo da caça aos pombos, e isto é uma cousa, como tu sabes, com que tu não tens nada… Foi agradável hoje o nosso passeio – não foi? Tu estavas bem disposta, e eu estava bem disposto, e o dia estava bem disposto também. (…) Bebé, vem cá; vem para o pé do Nininho; vem para os braços do Nininho; põe a tua boquinha contra a boca do Nininho… Vem… Estou tão só, tão só de beijinhos… (…) Açoites é que tu precisas.
Adeus; vou-me deitar dentro de um balde de cabeça para baixo, para descansar o espírito. Assim fazem todos os grandes homens – pelo menos quando têm – 1ºespírito, 2º cabeça, 3º balde onde meter a cabeça.
Um beijo só durante todo o tempo que ainda o mundo tem que durar, do teu, sempre e muito teu

Fernando (Nininho)

Buga dar a vitória a este homem! Nas trivialidades se encontram os verdadeiros génios.

PP. Isto deixa-me algumas preocupações, esta relação Nininho-Bebé. Primeiro, os diminutivos são mesmo necessários? As alcunhas carinhosas existem mesmo entre os grandes nomes da literatura (e estou a pensar no Sartre e na Beauvoir)? Hum. Depois, será que algum dia, se tiver o azar de ficar famosa por alguma coisa, ou me meter na cama de alguém que fique de repente famoso (mais provável porque não implica eu ser famosa, extremamente difícil devido à minha natureza altamente anti-social que pode ser confundida com timidez – ou é o contrário? De qualquer modo, sei que vou morrer sozinha), a nossa correspondência – se isso ainda existir – será publicada postumamente. O meu cadáver vai morrer de vergonha. Pior, a Vodafone irá vender o registo das minhas mensagens para ele, e o mesmo fará seja qual for a operadora dele. Argh. Abominável, a ideia. E e-mails, com links na Wikipedia, parece que estou a ver…



Nip Tuck


Não sei se se lembram, ou se vêm ao blog apenas para ver as imagens que de vez em quando ponho, mas quando acabou a saudosa série de Allan Ball Sete Palmos de Terra deixei o convite no ar à 2: (o canal de todos os pseudo e aspirantes de pseudo e aqueles que andam a estudar para aspirantes a pseudo-intelectuais – e incluo-me nestes últimos) para comprar a série Nip Tuck. Bem, tal como foi a TVI que comprou o meu caro Dr. House, e talvez numa linha de arranjar justificação para aquela coisa que ainda não tive oportunidade de ver chamada Dr. Preciso de Ajuda (e muita gente da minha banda diria que esta frase, há uns meses atrás, era o meu grito de guerra…), essa estação abominável comprou aquela que é capaz de ser a minha série preferida desta temporada. Pois, porque sejamos francos, isto do Dr. House andar tira metade da pica à coisa. Ou seja, vou ter de aturar aquele novelo que o referido canal atira para a emissão da noite pra ver o Christian Troy (que, vão perceber porquê quando virem, é o meu preferido) e o Sean Mcmalaren ou um apelido parecido (uma personagem assaz interessante a partir da segunda temporada). Eu, que já ando a ver furtivamente o Tu e Eu porque adoro o mauzinho da novela, o Alexandre (e, mais uma vez, pessoas que partilham a faculdade e o círculo de amigos comigo, quando virem vão perceber porquê – ou não), vou ter de dar audiência ao meu canal desfavorito. Hum. Mas valerá a pena. Afinal, vou poder partilhar o comentário dos episódios com a Kel, o que é óptimo. E todos vão perceber o meu fascínio. Ah, este ano vou ser feliz… Uma pessoa aumenta as dioptrias das lentes, e o mundo fica de repente tão nítido e risonho…

Hitler

Estava eu, um dia destes, a ler aquele ícone da informação nacional que é o Correio da Manhã, quando me deparo, na última página, com uma notícia que iria para sempre mudar a minha concepção do Führer: ele inventou a boneca insuflável. Sim, o senhor do bigodinho ridículo imitado por Chaplin esteve na origem daquele ícone da arte pop de que Warhol, infelizmente a nosso ver, se esqueceu. Supostamente a dita boneca teria como fim o prazer dos soldados em combate, para evitar o contacto impuro com as outras raças.

Numa altura em que se discute tanto a questão do filme humorístico sobre Hitler que aí vem, e poucas semanas depois da vossa anfitriã ter gasto a módica quantia de 8.49€ na edição especial dois dvds de A Queda (um daqueles filmes), de novo o autor de Mein Kampf me surge na pacata existência cheia de ideais consumistas… digo, comunistas, e o projecto de, se não conseguir arranjar homem e/ou emprego neste país, ir para a Rússia ter um curso de cinema à séria, acompanhada pelo meu Sergei. (por acaso agora ando mais numa de Polónia e de Krszysztofs, mas pronto, apartes…) Voltando ao início, o homem que chacinou milhões de judeus e deu milhares de dólares a ganhar ao Spielberg inventou um dos auxiliares de masturbação mais famosos de sempre.

Imagino (e é neste momento que o post começa a descambar, por isso, se me querem ter em boa conta, passem ao próximo ou vão para o google ver quantas vezes o vosso nome aparece) que o Adolfozinho tenha tido uma juventude muito solitária. Sim, a Eva Braun, coisa e tal, mas, caro Adolfo…

A mão era demasiado judia para ti?






segunda-feira, janeiro 08, 2007

Love at First Sight, de Wislawa Szymborska (1993)

They're both convinced

that a sudden passion joined them.

Such certainty is beautiful,

but uncertainty is more beautiful still.


Since they'd never met before, they're sure

that there'd been nothing between them.

But what's the word from the streets, staircases, hallways -

perhaps they've passed by each other a million times?


I want to ask them

if they don't remember -

a moment face to face

in some revolving door?

perhaps a "sorry" muttered in a crowd?

a curt "wrong number" caught in the receiver?

but I know the answer.

No, they don't remember.


They'd be amazed to hear

that Chance has been toying with them

now for years.


Not quite ready yet

to become their Destiny,

it pushed them close, drove them apart,

it barred their path,

stifling a laugh,

and then leaped aside.


There were signs and signals,

even if they couldn't read them yet.

Perhaps three years ago

or just last Tuesday

a certain leaf fluttered

from one shoulder to another?

Something was dropped and then picked up.

Who knows, maybe the ball that vanished

into childhood's thicket?


There were doorknobs and doorbells

where one touch had covered another

beforehand.

Suitcases checked and standing side by side.

One night, perhaps, the same dream,

grown hazy by morning.


Every beginning

is only a sequel, after all,

and the book of events

is always open halfway through.

Príncipe Encantado ou Sapo Viscoso?

Que queremos nós, projectos de mulheres do século XXI? Príncipes encantados ou Sapos Verdes Viscosos? É altura da Sarices fazer o seu primeiro inquérito em grande escala! Não se inibam! Respondam para cá! Postem à vontade! Eu quero saber o que a mulher dos nossos dias pensa! Ou o homem, que eu sou a maldade personificada mas nada me impede de ser tolerante! (se não quiserem postar, mandem um mail que eu dps coloco de forma anónima)

(se quiserem juntar uma descrição física/psicológica/emocional/performativa do vosso príncipe/sapo ideal, não hesitem! Contudo, nada de fotos. Sou muito nova e a minha bolsa não é assim tão boa para me dar ao luxo de ser processada. Eu também darei o meu lamirá, mas só no fim!!)

A Bondade Humana Não Existe...

Sinceramente, aquela treta do ‘bom selvagem’ de Rousseau nunca me convenceu. Para mim, o ser humano é mau em potência: a bondade é algo de apreendido, uma convenção a que nos habituamos e que seguimos para que não nos chateiem a cabeça. Sim, não acredito no ser bom desinteressadamente. Quanto muito, há pessoas a quem não nos importávamos de espetar uma faca nas costas e outras que nos é indiferente. Outras há que a única coisa que lhes queríamos espetar nas costas seria uma massagem (mas isso prende-se com razões biológicas e não quero entrar por aí). Sim, ser mau e omnívoro é inato. Vegetarianos de boa índole são violações da natureza (nunca é de mais lembrar que são raros e que o Hitler era vegetariano – quem come plantinhas indefesas é capaz das maiores maldades).

O que aconteceu entretanto foi o nascimento de uma coisa chamada sociedade. Ora, a partir do momento em que o homem se apercebe que dá jeito mais umas mãozinhas para caçar dentes-de-sabre (uma imagem do ponto de vista histórico errada mas tão bonita artisticamente), resolveu não matar/assassinar/quecar violentamente as mãozinhas extra. Começam a nascer normas de civilidade (e a palavra ‘norma’ diz tudo), etc etc. Ou seja, somos uns reprimidos. Devíamos ter o direito à maldade (embora esse direito possa acabar com sangue e tripas onde começa a maldade dos outros…). Vamos gritar todos, ‘sou mau e gosto!’.

Quem duvida da veracidade desta teoria, quem acredita que o ser humano é passível de actos bondosos, aconselho que apanhe o autocarro para Viseu, se dirija às informações e diga bom-dia ao ser que se encontra lá dentro. Ou então fale comigo num dos meus dias anti-sociais (não-cíclicos e por isso imprevisíveis). Boa sorte!

Os Americanos mataram os Marcianos!!!


Notícia no Yahoo! hoje: a NASA, quando visitou Marte há 30 anos atrás, poderá ter morto espécies marcianas de micróbios, possivelmente a única forma de vida que o planeta tinha. Isto porque andavam à procura de criaturas verdes e altas...
Ainda bem que ainda não era nascida na altura, senão ia ter problemas...
Mais informações em:

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Estamos quase naquele dia tão importante... o meu aniversário

O blog Sarices Artísticas não podia passar esta data em branco e, por isso, quem quiser de algum modo contribuir para a minha felicidade no dia 27 do presente mês, trate de escolher algo da lista seguinte para me proporcionar um dia inesquecível (bolas, só se fazem 20 anos uma vez na vida...)
- Uma viagem a Londres, com estadia paga e viagens pelos alfarrabistas de Nothing Hill e, CLARO, Stratford-upon-Avon
- A primeira temporada do House Md. Dou-vos uma ajuda, está na FNAC.
- O livro Nothing like the Sun, de Anthony Burguess. Dica: só pelo Amazon.
- Um arco de violino
- Aquele livro sobre Alternative Scriptwriting que está na Bertrand
- A série Nip Tuck e a Six Feet Under.
- O filme American Beauty. Sim, é lindo
- Vocês-sabem-quem à minha porta vocês-sabem-onde também seria bom, como vocês sabem... (se quiserem deitar-se a adivinhar de que raio estou a falar, força, deixem-me um post)
- O dvd do Ed Wood (ya, não existe em Portugal...)
- OK, eu já fico feliz com um mero e-mail/SMS/bilhete para a ópera. A sério. E um donut de chocolate



Este Natal, seja original - ofereça um blog de fotos atrevidas ao seu namorado. Força nisso, Kel!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Os meus dois novos mestres

Sofia Coppola

Krzysztof Kieslowski

As matinés de Domingo

Para o estudante de Cinema, as matinés de Domingo dos nossos queridos quatro canais só significa uma coisa: filmes bastante dispensáveis, animais/bebés/utensílios de cozinha que falam, pancadaria japonesa e comédias românticas que estão bastante fora do prazo.

Bem, este domingo aquele canal que começa por T, acaba em I e tem um V no meio passou o Mean Girls e o Down With Love. E como tinha passado sexta e sábado de volta do meu guião e de livros altamente intelectualóides sobre a problemática da adaptação, resolvi tirar uma folga, estirar-me no sofá e ver a coisa.

Mean Girls, tenho de confessar, fui ver ao cinema. Sozinha. Depois do exame nacional de História, o meu último, por acaso. E gostei. Sim, gostei, 'tá giro.

Down With Love - o tal canal anunciou-o como estreia, mas tenho as minhas dúvidas, porque já tinha visto aquilo no meu sofá - ok, também é giro, principalmente aquele uso maroto do split screen.

Estou a escrever isto porque há algo que me aflige. Tenho-me apercebido que a História do Cinema privilegia aquilo que eu chamo 'filme de gajo', ignorando como mau à partida tudo o que lhe cheire a chick flick. Bem, há excepções, mas na maior parte dos casos... E este ano é o lobby Scorsese. Sim, acreditem, vão-lhe dar o Óscar este ano. Já tá tudo decidido. Não sei como podem ser tão maus para filmes como The Perfume e Marie Antoinnette para depois elevarem aos píncaros o The Departed. Não, não vi o filme. Mas não preciso de o ver pra saber que é outro Million Dollar Baby - giro, pena que já se fizeram filmes com o mesmo tema e muito melhores.

Argh, eu ando é muito indie e feminista, desculpem lá...

A recomendação da semana, aqui na Sarices




Sabem, mes amis, once upon a time there comes a picture that changes the history of all motion pictures... Um dos meus grandes desejos impossíveis, logo a seguir ao ter uma relação escaldante com o Johnny Depp, é ter tempo pra escrever pequenas críticas de todos os filmes que vejo. Impossível, claro, mesmo para quem tem tão pouca vida social como eu. Por isso me limito a dizer gostei/não gostei/nem pensem que vou ao cinema ver isso. Redutor, mas eficaz.
A Trilogia das Três Cores do polaco Krzysztof Kieślowski era daquelas coisas que eu sabia que tinha de ver, mais tarde ou mais cedo, não porque ouvisse falar muito dela, mas porque me perseguia para todo o lado (sabem o que eu digo, quando algo nos persegue, mais vale enfrentá-lo). E lá os vi, pela ordem Azul - Branco - Vermelho. E não é que os filmes são mesmo bons??? Mesmo muito, muito bons. E europeus. Mais um realizador do qual tenciono ver o máximo possível. E vocês, mes amis, que tal darem uma olhadela? Não se vão arrepender...

segunda-feira, novembro 20, 2006

Poesia russa pros mes amis


HAMLET

Acalma-se o tumulto. No palco estou
contra o portal da porta,
ao longe, reconhecendo vagamente
o que o meu tempo pode trazer.

O escuro da noite jorra sobre mim
milhares de olhos que me fima;
mas Abba, Pai, se essa for a tua vontade,
afasta este cálice dos meus lábios.

Com firmeza o teu desígnio tem o meu amor,
este papel que me deste quero ter;
mas agora encena-se um drama diferente:
poupa-me agora do teu caminho.

E no entanto a ordem dos actos é fixa,
o fim do caminho e irreversível.
Estou só. Agora é o tempo dos Fariseus.
A vida não é como um passeio ao campo.

É impróprio ser famoso
pois não é isso que eleva.
E não vale a pena ter arquivos
nem perder tempo com manuscritos velhos.

O caminho da criação é a entrega total
e não fazer barulho ou ter sucesso.
Infelizmente, nada significa
como uma alegoria andar de boca em boca.

Mas é preciso viver sem pretensões,
viver de tal modo que no fim de contas
venha até nós um amor ideal
e ouçamos o apelo dos anos que hão-de vir.

O que é preciso rever
é o destino, não antigos papéis;
lugares e capítulos de uma vida inteira
anotar ou emendar.

E mergulhar no anonimato,
e ocultar nele os nossos passos,
como foge a paisagem na neblina
em plena escuridão.

Que outros nesse rasto vivo
seguirão o teu caminho passo a passo,
mas tu próprio não deves distinguir
a derrota da vitória.

E não deves por um só instante
recuar ou trair o que tu és,
mas estar vivo, e só vivo,
e só vivo – até ao fim.

Boris Pasternak

quinta-feira, novembro 09, 2006

Top 4 dos 4 euros mais mal empregues da minha vida

1. Rasganço
2. O reino dos céus
3. Guerra dos Mundos
4. Hannibal
PP.Graças ao Pedro, tenho de fazer umas pequenas explicações neste post. Sim, há coisas piores que a Guerra dos Mundos, mas não comprei bilhetes para elas. E o Hannibal o problema é mais pessoal que do filme. Ok, digamos que não vi muito do filme. Aí uns 20 minutos. Por isso é que o dinheiro foi mal empregue.
ass. Lady Sara C é tão fácil escrever no blog quando ninguém lê o que escrevemos...

quarta-feira, novembro 08, 2006

Porque é que a Lusomundo é má

1. Em 16 salas presentes em Coimbra, não arranjou espaço para a Marie Antoinnette da Sofia Coppola e nem para o Paris Je t'aime. Estes dois filmes, no centro norte, estão apenas no Porto. Para quando a descentralização, hã? Ou julgam que em Coimbra são só farras e ninguém gosta de cinema para além de blockbusters?
2. Filmes bons como The Hitchickers Guide to The Galaxy ficaram apenas durante duas semanas, com duas sessões nocturnas por dia, enquanto que filmes como Piratas das Caraíbas 2 (e eu nada tenho contra este filme!), ficam meses a fio.
3. Permite que comam pipocas e bebam Coca-cola nas salas. Primeiro, é um barulhão infernal. Depois, ainda ontem um tipo deixou cair a cola e a mala da Kel ficou toda badalhoca. Se eu fosse a ela pedia uma indemnização.
4. As salas são o mais despersonalizadas que há. Além disso, estão mal isoladas. Quando fui ver a Black Dahlia estava a ouvir as Torres Gémeas a cairem na sala ao lado...
5. É demasiado tempo de publicidade, e muitos poucos traillers. E sempre os mesmos anúncios da treta. Que o mundo possa girar sem mais anúncios à Sagres Abadia. Blhech.
6. Fez fechar dois dos mais queridos cinemas de Coimbra: o Girassol, primeiro, e depois o alternativo Avenida. Qualquer dia transformam-se numa Zara, como o outro...
7. Quatro euros, preço de estudante, para ir ver um filme? São 800 paus! É muito caro, e ainda mais para quem não tem direito a desconto (5.20). Por favor! E se quarta-feira é suposto ser o dia mais barato, devia ser abaixo dos 4 euros, senão qual é o sentido?

Se me lembrar de mais (oh, de certeza que vou!), vou postando.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Uma imagem, um texto, mais um post...


Rotina (Pedro Mexia)

Este é o meu número:
telefonem-me.
Este é o sítio
onde passo as tardes:
encontrem-me.
Ou não me telefonem
nem me encontrem
mas pensem em mim
enquanto estiverem a viver.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Onde está a velocidade?

Ontem a minha mãe fez-me o enorme favor de me comprar 'A Noiva Cadáver', filme que, vocês sabem, marcou a viragem da vossa anfitriã dos homens com collants e amantes morenas para o fascinante mundo do cinema. No início do DVD, surge aquela publicidade 'você nunca roubaria um carro', etc, etc.

Vocês já toparam a velocidade do computador da tipa a fazer download? Uau!!!!

Mas a sério. Eu prefiro comprar DVDs originais . Cds é outra história, pra mim a música é pública - e a velha história de, quantos mais conhecerem, mais vão aos concertos. Agora, tenho um grande problema com os preços dos DVDs. Hoje em dia há uns bem baratinhos, na FNAC, na BOX, mesmo na WORTEN (vá, pagem-me pra eu fazer publicidade). Agora, todos os DVS de autor, ou seja, aqueles muito difíceis de arranjar e dos quais preciso para as aulas são mais de 20 Euros. Fora aqueles que não estão editados em Portugal, né?

Meus amigos, toca a fazer promoções também nesses DVDs. Vá lá, não custa nada.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Momento Zen de Reflexão Profunda

E sabem o que é mesmo muito, muito mal filmado, pior que os Morangos com Açúcar?


Os Jogos de Futebol!!!!!!!


Só zooms, e voltas atrás ridículas, e tantas vezes não se percebe o que se está a passar, e não há grandes planos da cara e emoção dos jogadores...

segunda-feira, outubro 09, 2006

Voltei, voltei...

Mes amis, eu Sobrevivi ao IMAGO do Fundão e voltei prá monotonia e civilização coimbrã!!!

Que aprendi eu durante esta longa semana?

1. O Jodorowski é genial
2. Os tipos da ATMO são geniais
3. o site Youtube é genial
4. Eu ainda vou ter de ver muito filme até poder ter uma conversa cinéfila decente e genial
5. O sítio português mais parecido com o Twilight Zone é a estação de autocarros de Viseu (podem ir confirmar, por vossa conta e risco)
6. A CP é genial
7. Apanhar uma gripe quando se regressa à civilização é francamente pouco inteligente

quarta-feira, outubro 04, 2006

Os filmes da minha vida (top ten)

1. O Pianista (Polanski)
2. Inteligência Artificial (Spielberg)
3. O Grande Peixe (Tim Burton)
4. Moulin Rouge (Luhrmann)
5. Os Sonhadores (Bertollucci)
6. O Despertar da Mente (Gondry)
7. Rosencratz e Guildenstern Estão Mortos (Stoppard)
8. Mar Adentr (Amenabar)
9. 10 coisas que odeio em ti (Jungen)
10. Closer (Nichols)

3. Sext (W. H. Auden)

I.
You need not to see what someone is doing
to know if it is his vocation,

you have only to watch his eyes:
a cook mixing a sauce, a surgeon

making a primary incision,
a clerk completing a bill of lading,

wear the same rapt expression,
forgetting themselves in a function.

How beautiful it is,
that eye-on-the-object look.

To ignore the appetitive goddess,
to desert the formidable shrines

of Rhea, Aphrodite, Demeter, Diana,
to pray instead to St. Phocas,

St. Barbara, San Saturnino,
or whoever one's patron is,

that one may be worthy of their mistery.
what a prodigious step to have taken.

There should be monuments, there should be odes,
to the nameless heroes who took it first,

to the first flaker of flirts
who forgot his dinner,

the first collector of sea-shells
to remain celibate.

Where should we be but for them?
Feral still, un-house trained, still

Wandering through forests without
a consonant to our names,

slaves of Dame kind, lacking
all notion of a city.

and, at this noon, for this death,
there would be no agents.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Este é o carro da minha vida (homens que me pretendem comprar com prendas, isto é um bom investimento!)

Um Cadillac de 1959 Convertible!!!!
(noutra cor, talvez;)

Cartinha ao Papai Noël

Sim, eu sei, o Natal ainda vem longe, mas isso de adiantar as coisas (se bem que estranho para alguém nascido na terra do Poeta Zarolho) não tem mal nenhum, pois não?


Dearest Santa Claus (Kiduxo Papá do Xmas):
Venho por este meio apresentar a minha lista de prendas pretendidas para o próximo dia 25 de Dezembro de 2006, completamente merecidas devido ao facto do meu excelente comportamento este ano (excepto aquele recôndito dia em Fevereiro... e a Queima, mas tens de me dar um desconto). Agradecemos desde já a sua disponibilidade cibernética pra ler estas coisinhas, e também a concretização de um ou mais pedidos - quantos mais pedidos satisfeitos, mais bolachinhas de chocolate ao pé da lareira (já agora, tens livro de Reclamações?). Passo então a enumerar a Lista de Prendas pra Lady Sara C:
Item 1 - Um Johnny Depp (não precisa de embrulho ou roupa ou acessórios)
Item 2 - Um Cadillac Convertível de 1959 (em preto ou branco ou verde alface berrante)
Item 3 - Um Disco Rígido Externo de 500 GB SATÃÃÃÃ
Item 4 - As três partes do Henry VI de Shakespeare, edição das mais recentes da Arden
Item 5 - Um pijama daquela loja gira e cara do Dolce que não é a Oshyo e que começa por T ou lá o que é (tem pijamas com tubarões que brilham no escuro)
Item 6 - Uma câmara enorme, profissional, da Sony (modelo mais recente e que dê pra ligar ao portátil, s'il vous plaiz)
Item 7 - Um peluche gigante pró Dumas destruir (pra não ser tudo pra mim...)
Item 8 - Um arco de Violino. Já agora, um Stradivarius. Qualquer um deles, desde que não se desfaça aos pedaços quando se agarra.
Item 9 - Bolachas Húngaras
Item 10 - O óscar de melhor realização 2007 (arranja-te)
Item 11 - Um pessegueiro que dê fruta de qualidade em quantidade todo o ano
Item 12 - Todos os livros da Taschen
E acho que é tudo, by now.
Os Melhores Cumprimentos
Lady Sara C, menina extremamente bem comportada e muito, mas muito, materialista. ;)

terça-feira, setembro 19, 2006

IMAGO do Fundão


Adivinhem quem conseguiu um lugar no Júri Jovem do Festival de Cinema do Fundão, quem fui, quem fui??? ;)

Sunset Boulevard de Billy Wilder


Aqui a vossa anfitriã está a ver grandes clássicos do cinema pra não fazer figura de ignorante este ano nas aulas. ;)
Este até que é engraçado. Recomendo especialmente o trailler. A Movie as Hollywood never seen... A great story... ;)
Recomendo, recomendo. A actriz que faz de Norma Desmond está excelente (para a época, claro). O momento em que o casalinho passeia pelos estúdios da Paramount é fantástico, também. (um semestre de Estética e outro de Fundamentos da Crítica para aplicar adjectivos como 'excelente' e 'fatástico'... e não ser 'bestial', acho que já é muito bom.)

Momento Cesariny

Tantos pintores
A realidade comovida agradece
mas fica no mesmo sítio
(daqui ninguém me tira)
Chamado paisagem.

Tantos escritores
A realidade comovida agradece
E continua a fazer o seu frio
Sobre bairros inteiros, na cidade, e algures

Umas palavras de Woody Allen, aquele grande senhor americano que faz filmes europeus e toca 'cwarinete'

A média voz… mas muito média (in Sem Penas, Prosa Completa)

Pergunte-se ao homem comum quem escreveu as obras intituladas Hamlet, Romeu e Julieta e Otelo, e na maioria dos casos responderá, com confiança total: “O bardo imortal de Stratford upon Avon”. Pergunte-se quem foi o autor dos sonetos shakespearianos e logo se verá que a resposta ilógica é a mesma. Se estas mesmas perguntas forem feitas a certos detectives literários que parecem florescer periodicamente através dos anos, ninguém se deve surpreender se as respostas forem Sir Francis Bacon, Bem Jonson, rainha Isabel ou mesmo a Lei do Solo.

A mais recente de todas estas teorias aparece num livro que acabei de ler e onde se procura demonstrar definitivamente que o verdadeiro autor das obras de Shakespeare foi Christopher Marlowe. O livro expõe de forma muito convincente esta tese, e quando acabei de ler já não tinha a certeza se Shakespeare era Marlowe, ou Marlowe Shakespeare, ou o que quer que fosse. Uma coisa sei: nunca aceitei cheques de qualquer um deles e por isso gosto das obras que escreveram.

Ora, ao tentar considerar a teoria acima referida na sua justa perspectiva, a minha primeira pergunta é: se Marlowe escreveu as obras de Shakespeare, quem escreveu as de Marlowe? A resposta a esta questão encontra-se no facto de Shakespeare ser casado com uma mulher chamada Anne Hathaway. Isto sabemos nós ao certo. Contudo, segundo a nova teoria, foi Marlowe quem realmente esteve casado com Anne Hathaway, união que provocou em Shakespeare um pesar sem limites, uma vez que eles nunca o deixaram entrar em casa.

Um dia funesto: numa disputa mesquinha sobre quem era o último na bicha para a padaria, Marlowe foi morto… morto ou aberto a meio, disfarçado, para evitar que o acusassem de heresia, crime muito grave e punível com a morte, ou ser aberto a meio, ou ambas as coisas.

Foi então que a jovem mulher de Marlowe agarrou na pena e continuou a escrever as obras e sonetos que todos conhecemos hoje. Mas peço que me seja permitido fazer um esclarecimento.

Todos sabemos que Shakespeare (Marlowe) retirava os seus argumentos dos antigos (modernos); contudo, quando chegou a altura de os devolver, os argumentos estavam tão gastos que se viu forçado a sair do país sob o suposto nome de William Bardo (donde o termo “bardo imortal”) para escapar à prisão por dívidas (donde o termo “prisão por dívidas”). É aqui que Sir Francis Bacon entra em cena. Bacon foi, na sua época, um inovador, porque levou à prática certos conceitos avançados de congelação. Conta a lenda que morreu quando tentava congelar uma galinha. Aparentemente a galinha empurrou primeiro. Esforçando-se por esconder Marlowe a Shakespeare, se se demonstrasse serem a mesma pessoa, Bacon adoptou o nome fictício de Alexander Pope, que na realidade era o Pope Alexander, chefe da Igreja Ortodoxa Russa, actualmente no exílio por causa da invasão da Rússia pelos Bardos, uma das últimas tribos nómadas (os Bardos estão na origem do termo “bardo imortal”), e que alguns anos antes tinha escapado a cavalo para Londres, onde Raleigh esperava a morte na torre.

O mistério aprofunda-se, pois, segundo reza a história, Bem Jonson encenou um funeral falso para Marlowe, tendo convencido um poeta menor a ocupar o lugar daquele no enterro. Não se deve confundir Bem Jonson com Samuel Jonhson. Era Samuel Johnson. Samuel Johnson não era. Samuel Johnson era Samuel Pepys. Pepys era na realidade Raleigh, que tinha fugido da torre para poder escrever O Paraíso Perdido sob o nome de Jonh Milton, um poeta que por ser cego se havia livrado da torre e que foi enforcado sob o nome de Jonathan Swift. Tudo se torna mais claro quando se descobre que George Eliot era uma mulher.

A partir daqui, por conseguinte, O Rei Lear não é uma peça de Shakespeare mas uma crítica satírica de Chaucer, originariamente chamada Ninguém é Perfeito, que proporciona uma pista do homem que matou Marlowe, homem que na época Elizabetiana (ou de Elizabeth Barret Browning) era conhecido por Old Vic. Old Vic tornou-se depois mais célebre como Victor Hugo, o que escreveu O Corcunda de Notre Dame, romance que numerosos peritos literários consideram ser apenas Coriolanus com algumas alterações óbvias. (Convém ler ambas as obras, e depressa).

Resta perguntar se Lewis Carroll não estava a caricaturar toda essa situação quando escreveu Alice no País das Maravilhas. O Coelho Branco seria Shakespeare, o Chapeleiro Louco seria Marlowe, o Rato seria Bacon – ou o Chapeleiro Luco seria Bacon e o Coelho Branco Marlowe – ou Carroll Bacon e o Rato Marlowe – ou Alice seria Shakespeare – ou Bacon – ou Carroll seria o Chapeleiro Louco. É uma pena que Carroll não esteja vivo para pôr tudo em pratos limpos. Ou Bacon. Ou Marlowe. Ou Shakespeare. O importante é que quando alguém se muda deve avisar os correios. A menos que não se ligue nenhuma à posteridade.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Cine-Teatro Avenida

A Lusomundo fez mais uma vítima. Fechou o Cine-Teatro Avenida, em Coimbra, o saudoso sítio onde a vossa anfitriã deu o seu primeiro beijo (ih, sara, és mesmo velha!!!) e viu filmes como 'Titanic', 'Mar Adentro', 'Tarzan', 'A Fuga das Galinhas' e 'O Grande Peixe', e que ultimamente era o único sítio pra ver cinema alternativo a horas decentes (sim, porque o TAGV adora passar filmes a horas estranhas), fechou. Kaput.

Menos um sítio pseudo-intelectual. Rest in Peace.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Esta Noite ao Meio-Dia

Esta noite ao meio-dia
Os supermercados anunciarão DESCONTO em tudo
Esta noite ao meio-dia
As crianças de famílias felizes serão mandadas para um asilo
Os elefantes contarão uns aos outros anedotas humanas
A América vai declarar paz à Rússia
Generais da Grande Guerra venderão capacetes nas ruas no 11 de Novembro
Os primeiros narcisos de Outono hão-de aparecer
Quando as folhas caíam para as árvores

Esta noite ao meio-dia
Os pombos vão caçar gatos pelos quintais
Hitler dir-nos-á que lutemos nas costas e nas praias
Um túnel será aberto por Liverpool
Serão avistados porcos voando em formação sobre Woolton
e Nelson não só receberá o olho de volta mas também o braço
Os Americanos brancos exigirão igualdade de direitos
em frente da Casa Preta
e o Monstro acaba de criar o Dr. Frankenstein

Moças em bikini estão a banhar-se na lua
Canções populares estão sendo cantadas por autêntico povo
As galerias de arte são interditas a maiores de 21 anos
Os poetas vêem os seus poemas no Top 20.
Os políticos são eleitos para manicómios
Há empregos para todos e ninguém os quer
Em ruelas escusas amantes adolescentes beijam-se
à luz do dia
Em campas esquecidas em toda a parte os mortos calmamente enterrarão os vivos
e
Tu dir-me-ás que me amas
Esta noite ao meio-dia.




Adrian Henri (tradução de Manuel de Seabra)

Sete Palmos de Terra 2001-2005



Acabou a série de culto, criada por Allan Ball, ‘Sete Palmos de Terra’. Foi o fim. Definitivo.

Não vou mentir e dizer que sigo a série desde o início, sem perder um único episódio que fosse. Mas sinto-me como se tivesse. Ela entrou por acaso na minha vida, e deixou-se estar. Aé que comecei a ajustar a minha vida ao horário semanal (e nem sempre foi fácil).

A família Fischer. Os sócios Sanchez. Os desequilibrados Chenowith (a Brenda era a minha preferida, até se tornar demasiado normal e eu me voltar para a Claire Fischer). Vejo muitas séries (upa upa puxadote), mas nenhuma chega aos pés desta. Não, mesmo o Dr. House fica a milhas de distância.

Morte, morte e morte. E vida nos intervalos. Um estilo característico - a morte inicial, o fade-out para branco agoirentos, todo um tipo de fotografia.

Um quarentão com um tumor no cérebro. Uma mãe desequilibrada. Um casal gay. Uma adolescente revoltada. Uma viciada em sexo que se finge louca, um irmão que finge não o ser. Todos os elementos necessários a uma telenovela bem pirosa. E, no entanto, quão longe!

Mesmo pensando que Allan Ball realizou ‘American Beauty’ - de onde vem a famosa cena do saco que todos os teen teasers insistem em gozar - esta série ultrapassa tudo. Enganam-se aqueles que pensam que é - foi - uma série demasiado intelectualóide, ou demasiado macabra, ou simplesmente mais uma.

Fala da morte, e assim nos fala a todos. Tudo o que conhecemos vai morrer, incluindo nós. Por isso, para quê tanta angústia? Com um raio em cima, decepados por um semáforo, cortados ao meio por um elevador, atingidos por uma bola de golfe, atacados por um tigre…

Tentei adivinhar, muitas vezes, como seria o último episódio. É o fim das séries, livros e filmes que nos dizem, realmente, da qualidade da obra. Por muito boa que a trama seja, se o fim for forçado, ou demasiado óbvio/fácil, o que se passou anteriormente perde o valor. É o fim que se nos retém na memória, e nos ajuda a lembrar o resto.

As séries anteriores (da I à IV) acabaram em suspenso. Nesta, quando vi o Nate bater as botas (finalmente!), pensei que fosse o fim. Ah, estava tão enganada. Como se pudesse acabar de uma maneira tão simplista. E, agora que vi o último episódio, penso: poderia mesmo acabar de outra maneira?

O carro (novo) de Claire a dirigir-se a Nova Iorque,e vemos flashes do futuro. A creche para cães de Ruth, Sarah e Betina, o primeiro aniversário de Willa Fischer Chenowith, o casamento católico de David com Keith. E, subitamente, Ruth a morrer numa enfermaria. O reencontro de Claire com Ted no funeral de Ruth. O casamento destes. Keith assassinado por assaltantes. Rico com um ataque de coração num cruzeiro. David vai-se a meio de um almoço de família ao ar livre. Brenda segue-se. E a imagem final de Claire, muito velha, deitada num quarto cujas paredes estão cheias de fotos que mostram vários momentos do passado, até se deterem nas fotos de Ted nu, tiradas no início do episodio. E vemos os olhos de Claire a morrer. E vemos os olhos de Claire a dirigirem-se para Nova Iorque, rumo a um destino a ela desconhecido.

PS. Obrigado, 2:!. Agora façam-se a vontade e comprem o Nip Tuck!!!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Sinais do Apocalipse...

'O teu telemóvel chama por ti, agora com voz de bebé!'

O anúncio do Skip Sabão Natural. Com aquela música.

Lady Sara C vira-se para amigos intelectualóides e outros e pergunta: 'Olha lá, por acaso não tens cds do Quim Barreiros que me emprestes pra gravar?'


Nota: Eu não defendo, de maneira nenhuma, a gravação de cds pirata com fins lucrativos.